quarta-feira, maio 28

ÚLTIMO CHAMADO - INSCREVA-SE: Conferência Nacional: "Tirem as Mãos da Venezuela"

A Conferência da Campanha Internacional “Tirem as Mãos da Venezuela” acontece no dia 31 de maio, sábado, no Auditório Franco Montoro da Assembléia Legislativa de SP, a partir das 9h30.

Delegações de vários estados do país se preparam para participar e já está confirmada a presença de companheiros da Venezuela, Bolívia, Paraguai e Argentina.Da Venezuela virão militantes da FRETECO (Frente de Trabalhadores em Empresas em Co-gestão e Ocupadas) e da UNT (União Nacional dos Trabalhadores – central sindical).Da Bolívia, confirmaram: dirigentes da Federação Sindical dos Trabalhadores Mineiros (FSTMB), da Confederação Operária (COB), além de um deputado da Assembléia Nacional pelo MAS (Movimento ao Socialismo, partido do presidente Evo Morales).Do Paraguai virão representantes das fábricas ocupadas de lá (Cerâmica Cerro Guy e Itagua), da CUT - Autêntica (central sindical) e do PMAS (partido de esquerda integrante da coligação que elegeu Fernando Lugo presidente).Já da Argentina, estarão presentes companheiros da IMPA, metalúrgica sob controle operário desde 1998, e da Tendência Marxista “El Militante”.

Isso revela que a Campanha “Tirem as Mãos da Venezuela” vem se espalhando e ganhando força no Brasil e na América do Sul, afinal, existe a necessidade de entender e divulgar o que realmente se passa em nosso continente.E é através desse trabalho de conscientização que a Campanha Internacional TMV tem agregado militantes, trabalhadores e jovens de dezenas de países, para defender o processo revolucionário em curso na Venezuela e na América Latina dos ataques e calúnias desenvolvidos pelo imperialismo, com o apoio das burguesias locais.Participe da Conferência!Fortaleça a Campanha Internacional “Tirem as Mãos da Venezuela”!
Contamos também com a presença de sindicalistas e estudantes do continente africano do Quênia, Tanzânia e Uganda. Também representante sindicalista dos Estados Unidos. Além de representantes de diversos estados do Brasil.
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Dia 31 de maio de 2008, a partir das 9h30
No Auditório Franco Montoro da Assembléia Legislativa de SP
Av Pedro Álvares Cabral, 201 (em frente ao Parque do Ibirapuera)
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Convocam:Movimento das Fábricas Ocupadas, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Deputado Estadual Raul Marcelo (PSOL), Vereador Breno Cortela (PT – Araras/SP), Vereadora Marcela Moreira (PSOL – Campinas/SP), Vereador Adílson Mariano (PT – Joinville/SC), Movimento Negro Socialista (MNS), Juventude Revolução (JR), Esquerda Marxista (EM), Belo pela Confederação Nacional dos Químicos da CUT e Roque Ferreira pela Federação Nacional Independente dos Trabalhadores Sobre Trilhos da CUT.
Contatos:(11) 3615-2129
(19) 3864-2624
tiremasmaosdavenezuela@yahoo.com.br
Visite os sites da CampanhaTMV:
www.tiremasmaosdavenezuela.blogspot.com
www.handsoffvenezuela.org
www.manosfueradevenezuela.org
www.flasko.blogspot.com

quinta-feira, maio 15

quarta-feira, maio 14

Trabalhadores da IQT ocupam a fábrica exigindo pagamento de salários e a manutenção dos postos de trabalho

Taubaté, 13 de maio de 2008
A IQT (Indústrias Químicas de Taubaté) praticamente fechou as portas, pois demitiu ontem os 107 funcionários sem pagar as verbas rescisórias ou sinalizar uma data para quitar os débitos trabalhistas. Cerca de 100 trabalhadores, da produção e do setor administrativo, que estão há dois meses sem receber salários ocuparam a fábrica, hoje às 14h00’, para exigir o pagamento dos salários, o cumprimento dos acordos com o Sindicato dos Químicos, a 2º parcela da PLR do ano passado e a manutenção dos postos de trabalho.

A empresa concedeu duas licenças remuneradas que não foram pagas. A segunda esgotou ontem, quando se esperava o pagamento dos passivos trabalhistas e a volta ao trabalho. No entanto, a empresa anunciou as demissões, mas não falou nada sobre os pagamentos devidos e verbas rescisórias.

A IQT tem um histórico de descumprimento de direitos trabalhistas que vão desde a falta de EPI (Equipamentos de proteção individual) ao não pagamento de salários e demissão de sindicalistas. Este ano, já houve vários atrasos nos pagamentos. A empresa estava piorando as já precárias condições de trabalho.

O problema da IQT não é a falta de matéria-prima, mão-de-obra qualificada ou mercado para os seus produtos. O que acontece é uma briga de sócios. Um deles desfalcou a empresa. A situação foi parar na Justiça e agora virou briga de liminares.

Os trabalhadores não podem sofrer as conseqüências do desastre administrativo, do desvio de recursos e briga de liminares. Os trabalhadores pagam proporcionalmente mais impostos e tarifas que as empresas. Ao contrário, a IQT não pagava as contas de energia elétrica e teve que recorrer a liminar para voltar ao fornecimento do serviço. Exigimos que a prefeitura e as autoridades do Estado tomem providências imediatas para evitar o fechamento da empresa e a perda dos postos de trabalho.

Os trabalhadores, lesados pela empresa, recorreram à ocupação pacífica das instalações da empresa IQT como último recurso para tentar evitar o fechamento da planta e retirada do maquinário e garantir o pagamento imediato dos salários, direitos, e a manutenção dos postos de trabalho. Solicitamos a todas as entidades democráticas moção de apoio aos trabalhadores da IQT e a suas justas reivindicações.

Sindicato dos Químicos de São José dos Campos e Região
Fax e e-mail, enviar para:

12-3921-8177
quimisjc.jur@uol.com.br

segunda-feira, maio 12

Movimento Negro Socialista (MNS) realiza Encontro Nacional


Um entusiasmado Encontro do MNS faz um balanço de atividades e organiza a continuidade da luta contra o racismo e o pretenso Estatuto da Igualdade Racial

O capitalismo traz o racismo como a nuvem traz a tempestadeMano não Mate! Mano não Morra!Paz entre nós! Guerra aos Senhores!Reunidos em São Paulo, na Terceira Reunião Nacional, convocada pelo Movimento Negro Socialista, 104 militantes anti- racismo vindo de 10 estados brasileiros constamos que nos últimos três anos a luta do MNS de combate ao racismo e à implantação das leis raciais deu enormes passos a frente. E foi um importante elemento para impedir até agora a aprovação destas leis que podem desgraçar a nação e provocar uma catástrofe racista no Brasil.Iniciadas no governo Fernando Henrique Cardoso e aceleradas no governo Lula, sob o impulso do imperialismo EUA e da socialdemocracia internacional, através da ONU e da Conferencia de Durbhan, a implantação das ditas políticas afirmativas (Cotas para negros) encontra seu auge no projeto de lei chamado “Estatuto da Igualdade Racial”, que pretende dividir o povo brasileiro em “etnias” e implantar documentos de identidade raciais cujo único paralelo conhecido são os “passaportes” negros da África do Sul (Azânia) do Apartheid, do “Congo Belga” (atual Ruanda) com as conseqüências horrorosas que conhecemos ou a monstruosidade do “passaporte” judeu imposto pelos nazistas.Nós, que combatemos pela igualdade e pelo socialismo, não podemos aceitar isso. Declaramos nossa oposição irredutível a todas às políticas que pretendem dividir e enfrentar entre si a classe trabalhadora e os oprimidos com o objetivo de esconder a política de exploração e opressão aplicada pelos governos a serviço dos capitalistas.Falam em cotas para negros em nome da igualdade, mas entregam bilhões de dólares aos banqueiros, especuladores e multinacionais e se recusam a implantar Educação e Saúde Públicas e de qualidade para toda a população. O governo acaba de anunciar brutais cortes de gastos nas áreas sociais ao mesmo tempo em que anuncia a desoneração fiscal e financiamento subsidiado de mais de 30 bilhões de reais para os empresários. Bilhões para os capitalistas, privatização e sucateamento dos serviços públicos para o povo trabalhador e, portanto para os negros pobres.Mel para os especuladores com os juros mais altos do mundo e esmolas e leis divisionistas para os trabalhadores e os negros.Nosso ideal não é de criar uma pequena camada social de negros “bem de vida” integrados ao sistema capitalista, mas a luta para realizar a verdadeira igualdade e a felicidade para milhões e milhões de homens e mulheres, qualquer que seja a cor de sua pele, e que hoje são lançados uns contra os outros e de sofrimento a outro em nome da “ordem e do progresso” para os capitalistas e seus serviçais. Combatemos a falsa idéia de “raças humanas” criada pelos fascistas e pretensos cientistas.Nosso ideal é a igualdade entre os seres humanos, que só pode ser conquistada verdadeiramente com o fim do regime da propriedade privada dos meios de produção e o controle efetivo e democrático da sociedade pelas maiorias trabalhadoras.Só a luta dos oprimidos faz recuar os opressores. Como negros e combatentes contra o racismo somos conscientes de que a importante conquista da Abolição foi fruto de duras lutas, mortes e insurreições escravas, do esforço dos republicanos abolicionistas e mesmo uma necessidade para o desenvolvimento do capitalismo. Demos um passo. Mas, fomos atirados nas ruas porque se impediu a Reforma Agrária e o capitalismo vive da exploração de nossa força de trabalho nas cidades e no campo.Nada temos a ver com as ONGs, que financiadas por governos e empresas, estão a seu serviço para fazer a felicidade de seus dirigentes mesmo arriscando mergulhar o país numa catástrofe. Nada temos a ver com intelectuais, religiosos, políticos e instituições financiados pela Fundação Ford, dos EUA, que estão a serviço das políticas racialistas para esconder e desviar a atenção da falta de vagas, de saúde arrasada, de emprego, de direitos e de criminalização dos movimentos sociais ocasionada pela política capitalista do governo.Somos um movimento independente dos burgueses e dos governos e nos orgulhamos de recolher nosso financiamento entre os trabalhadores e jovens que se reconhecem em nossa luta. Nosso compromisso é com o fim de toda opressão e exploração e com o futuro da humanidade.Dirigimos-nos a todos os que reivindicam representar o povo brasileiro, a todos os que reivindicam a democracia e a igualdade, a todos os que reivindicam o socialismo, e lhes dizemos:Está em suas mãos evitar o pior. Está em suas mãos recusar este pretenso “Estatuto da Igualdade Racial”, que vai lançar nossos filhos e netos uns contra os outros, enquanto cresce a miséria causadora de todos os males.Dirigimos-nos à juventude negra, aos trabalhadores e trabalhadoras, aos negros e negras tão sofridos, para que se organizem e se mobilizem para impedir as leis racialistas e para combater o racismo em todas as suas formas. Convocamos nossos companheiros para denunciar o massacre e o extermínio racista praticado pela polícia nos bairros pobres, onde os principais “suspeitos” e vítimas são negros e jovens. Convocamos nossos irmãos de dor e de luta para denunciar a ação dos narcotraficantes que dizimam nossa juventude com suas drogas e suas armas.Os governantes organizadores do “Caveirão”, no RJ, e os bandos criminosos armados, são duas faces da mesma moeda, assim como são gêmeos o racismo e capitalismo, como disse o negro socialista Steve Biko.Convocamos todos nossos irmãos de luta na juventude e na classe trabalhadora, do campo e da cidade, convocamos todos aqueles que se organizam e se reconhecem na luta do Movimento Negro Socialista a gritar bem alto em todo o Brasil:
Mano não Mate! Mano não Morra!- Paz entre nós! Guerra aos Senhores!São Paulo, 10 de maio de 2008.

sexta-feira, abril 18

ATAQUE A CLASSE OPERÁRIA DA ARGENTINA

Reprimiram aos trabalhadores de IMPA e a colegas da ANTA-CTA, que acompanham a luta

No dia da data, 17 de abril de 2008, sucederam-se feitos de repressão policial contra os trabalhadores da empresa recuperada IMPA e contra todos os colegas da Associação Nacional de Trabalhadores Autogestionados-CTA, que acompanham a luta pela manutenção da fonte de trabalho mantida de forma autogestionada por parte dos trabalhadores de dita fábrica.
Para centextualizar cabe esclarecer que a empresa autogestionada IMPA tem estado em concordata de credores desde 1997 e pagou o 90% da dívida. Ainda que tendo chegado a um princípio de acordo, faz menos de uma semana, com duas de seus credores, o juiz que entende na causa resolveu pelo despejo de IMPA sem mediar nenhum tipo de negociação prévia e desconhecendo por completo as tratativas e acordos obtidos com ditos credores já citados.
Assim é que ordenou o despejo pela força da fábrica, o qual se concretizou na terça-feira 15 de abril de 2008, às 22 hs. É assim que no dia de ontem, 16 de abril de 2008, se juntou um nutrido grupo de trabalhadores autogestionados em apoio da fonte de traalho dos colegas de IMPA, e pela continuidade trabalhista dos mesmos na empresa que souberam recuperar e pôr novamente em funcionamento faz anos atrás.
E neste dia, e para não sair de seu costume, a Polícia Federal reprimiu ferozmente a todos os colegas que mantinham a vigília na porta da fábrica. Sem mediar nenhuma provocação por parte dos colegas, senão simplesmente a pressão provocada pela presença no lugar e por manter viva consigna-a de que “IMPA é dos trabalhadores”, é que a polícia começou sua provocação e repressão mediante os chorros de sua carroça hidrante ao que continuou com os disparos de balas de borracha e gases lacrimógenos sem lhes importar para nada que dessa maneira podiam ferir gravemente, dado o estreito das ruas da zona, não somente aos colegas que estavam ali senão que também aos vizinhos que conhecem e apoiam aos trabalhadores de IMPA.
O resultado da feroz repressão é que detiveram a 35 colegas, dos quais 20 são de IMPA e 15 de cooperativas pertencentes a ANTA ( Associação Nacional de Trabalhadores Autogestionados).
Por tudo isto solicitamos a todas as organizações, que estejam na senda da luta dos trabalhadores e pela reivindicação e defesa de seus postos de trabalho e por seus direitos, que difundam o sucedido da maneira o mais amplamente possível e também estar atentos a que SE TOCAM A UM NOS TOCAM A TODOS.
Muito obrigado por sua atenção e abraços para todos.

quarta-feira, abril 9

TRABALHADORES NA ARGENTINA NO PIQUETE POR SEUS DIREITOS

Os colegas de Motomel (San Nicolás) estão desempregados desde a quinta-feira da semana passada. Sobre uma fábrica aproximada de 500 trabalhadores, somente está funcionando com 10%.

No dia 3 de abril realizaram uma nova assembléia para decidir como continua o conflito, e o que é necessário para ampliar a solidariedade, com o apoio e a divulgação.

SALÁRIO MÍNIMO DE 1600 $, JÁ!
NENHUMA DEMISSÃO!
TODOS TRABALHADORES DA EMPRESA PERMANECEM!

A bronca acumulada de meses, produto do aumento da cesta básica de alimento, do transporte público, etc.; que junto com à realidade que dia a dia suportamos os trabalhadores dentro da fábrica fez que disséssemos BASTA a esta situação.

- Os intermináveis ritmos de produção.
- As intermináveis jornadas trabalhistas.
- A implementação de bracelete na tentativa de aprofundar a disciplina
- A falta de higiene e segurança.
- A carência de um verdadeiro serviço médico.
- A precarização de colegas (terceirização) que fazem o mesmo trabalho e não são parte de fábrica diretamente, que representa a base do hartazgo da cada um de nós.

Por tudo isso, precisamos avançar ainda mais na representação em cada setor. Por isto achamos que devemos eleger delegados por seção e ganhar maior participação e democracia dentro da fábrica.

Camaradas: “Não podemos seguir assim, temos que entender que não somos animais, senão trabalhadores”.

É por isto que chamamos cada um a defender coletivamente nossa fonte de trabalho e nossa dignidade. Chamamos todos os companheiros a nos organizar por cada uma das demandas pedidas:

SALÁRIO MÍNIMO $1600, JÁ!
NENHUMA DEMISSÃO!
TODOS TRABALHADORES DA FÁBRICA PERMANECEM!
POR UM PLANO DE SEGURANÇA E HIGIENE DENTRO DA FÁBRICA!
POR REFEITÓRIOS E VESTUÁRIOS!
NÃO AO CONTROLE POR MÉDIO DO BRACELETE!
AVANCEMOS NA PARTICIPAÇÃO POR SETOR, COM DELEGADOS DE BASES!

TRABALHADORES UNIDOS DE MOTOMEL

Como informávamos na nota que publicamos no dia quarta-feira, os trabalhadores da Motomel estavam há vários dias em greve exigindo aumento salarial e melhores condições de trabalho (carecem de vestuários, devem comer junto às máquinas porque a empresa não possui de refeitório, etc.). Mas longe de dar uma alternativa aos trabalhadores, a patronal decidiu "temporariamente" fechar a fábrica (lock-out), mandou 100 telegramas de demissões.

Esta é a maneira em que se respeitam os direitos democráticos dos trabalhadores neste sistema capitalista, e demonstra a hipocrisia sobre a "democracia" e a "liberdade" de que tanto se orgulham o governo e os políticos do sistema; mas que não pode ocultar a existência da ditadura e o terror patronal que existe em todas as fábricas.

Como é habitual, os dirigentes sindicais (neste caso da UOM de San Nicolas), se faz prescindíveis nos conflitos entre os trabalhadores e os patrões. É por tudo isto que lhes pedimos a todos os colegas que possam se acerquem ou mandem mensagens de solidariedade aos trabalhadores de Motomel.

Os trabalhadores estão acampados em frente à porta da fábrica e estudam ações para encarar a luta contra as demissões e o fechamento patronal. Os colegas do ESB de Rosario vão esta manhã conversar com os colegas para pôr-nos a sua disposição e ver de que forma podemos os ajudar neste conflito, como o vimos fazendo já há alguns dias.

Podem mandar seus e-mails de solidariedade a:
mail: trabajadoresdemotomel@live.com.ar

terça-feira, abril 1

TOTAL APOIO À OCUPAÇÃO DO MOVIMENTO DOS TRABALHADORES SEM TETO - CAMPINAS

Foto: Fernando Gomes Martins
Na madrugada do dia 28 para o dia 29, cerca de 300 famílias ocuparam uma área em Campinas na Av. das Amoreiras, próximo ao Jd. Maria Rosa, a ocupação faz parte da Jornada nacional de ocupações urbanas, construídas com movimentos sociais de outros estados do país. Além de campinas, foram ocupadas também pelo MTST, uma área em Mauá e Embú das Artes.A proposta da Jornada é de retomar a luta por uma vida digna, com boas condições de moradia, saúde, educação, trabalho entre outras coisas, exigindo uma Reforma Urbana que possa propiciar ao povo pobre a construção de uma outra. E também demandar ao governo federal a destinação das verbas do PAC para a construção de moradias populares e não de grandes obras, ou empreendimentos imobiliários.As três ocupações se mantém no local, e crescem. Em campinas a área de cerca de 160 mil metros quadrados, é uma área particular de uma família de 8 donos que devem ao poder publico 10 anos de IPTU, cerca de 2,5 milhões de reais, é uma área que estava ociosa a mais de 20 anos e improdutiva.O MTST reivindica que a área seja desapropriada pelo município e destinada à construção de moradias populares.Os donos tentaram entrar na justiça com o pedido de reintegração de posse no dia seguinte à ocupação, mas o juiz desconsiderou a urgência do caso e considerou as provas insuficientes. Hoje, a ocupação completa quatro dias, e não se tem mais noticias sobre a reintegração de posse.Campinas é uma cidade onde existem grandes extensões de terras ociosas, e 400 mil famílias vivem em áreas não regularizadas, alem de 36 mil habitantes que esperam a anos na fila da COHAB, sem ter a onde morar. Nós acreditamos que a vida vale mais do que a propriedade privada, portanto não podemos permitir que famílias que vivam em beiras de rios e esgotos, junto a ratos e doenças enquanto governantes moram em palácios e andam de carros importados.Infelizmente nesta sociedade que vivemos onde manda quem tem dinheiro, a única forma dos trabalhadores garantirem seus direitos constitucionais é lutando nas ruas e exigindo organizadamente dos representantes eleitos, uma administração que garanta para o povo pobre sua dignidade, e não aos ricos sua segurança de ter ao fim do mês mais riqueza acumulada. Também por isso apoiamos todas as lutas dos trabalhadores e acreditamos que é fundamental a unificação dos lutadores neste momento de ataque ao povo pobre.

Natalia Szermeta

Coordenadora Estadual do MTST


Foto: Fernando Gomes Martins

Foto: Rafael Prata

quinta-feira, março 13

SEDE DO IBAMA FOI OCUPADA - CONTRA BARRAGEM NO VALE DO RIBEIRA


Aconteceu uma manifestação ontem de manhã na sede do IBAMA, em São Paulo, a favor da preservação do Vale do Ribeira.
Depois de duas negativas do IBAMA, a CBA (Companhia Brasileira de Alumínio) conseguiu a Licença Prévia para a construção de uma Usina Hidrelétrica que, quando pronta, vai alagar uma região ocupada por mais de mil famílias.
Seis entidades ecológicas, entre elas a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Socioambiental (ISA), centrais sindicais e movimentos sociais, como o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), divulgaram uma carta aberta na qual repudiam o projeto. Nós também estávamos presentes. De acordo com o ISA, ao emitir o parecer recomendando a licença prévia, o Ibama deu o primeiro passo para a construção da hidrelétrica que, se construída, afetará o modo de vida das populações do Vale do Ribeira, destruirá áreas protegidas, inundará cavernas e afetará o regime hidrológico do manancial. Os ambientalistas alegam ainda que a usina gerará energia exclusivamente para a CBA, não havendo interesse público na obra.
Nós do Movimento das Fábricas Ocupadas estamos em total solidariedade aos camponeses, caiçaras, quilombolas, em fim, de toda população local do Vale do Ribeira. Ninguém vai destruir uma reserva natural de patrimônio da humanidade, a classe trabalhadora não vai aceitar nunca! Estamos em total alerta para combater contra os interesses da destruição do capitalismo, que nunca mede as consequências só pensam em $$$$$$$$$$.


quarta-feira, fevereiro 20

Trabalhadores ocupam a Fábrica Ceralit, em Campinas-SP e querem voltar a produzir sem o patrão


A Ceralit fica em Campinas (SP) e produz ceras e óleos usados como matéria-prima em vários ramos industriais. Há cerca de 200 trabalhadores atualmente e já há alguns anos o patrão não paga corretamente os salários e direitos. O maquinário é antigo e o risco de acidentes é permanente. Porém, há também um setor novo na fábrica para a produção de biodiesel, que está subutilizado.Os trabalhadores da Flaskô sempre apoiaram os companheiros da Ceralit e alguns já visitaram a fábrica ocupada para ver como se aplica a gestão operária. Em maio de 2007, diante da incompetência patronal, os próprios trabalhadores conseguiram fechar acordos de fornecimento de matéria-prima e venda de produtos, mas, conforme explica o Sindicato dos Químicos:“No dia 22 de dezembro último venceu o contrato com o fornecedor principal. Sem a matéria prima a produção parou, ficou impossível garantir os salários e houve o corte dos serviços prestados pelas concessionárias de água, luz e telefone. Este fornecedor garantia a entrega da matéria prima, pois estava interessado em comprar a Ceralit.No entanto, no dia 22, ele comunicou aos trabalhadores que a dívida de R$ 160 milhões supera o patrimônio da empresa, o que o levou a se desinteressar pela compra.Trabalhadores querem fazer a Ceralit funcionarCom a ocupação da fábrica, além de impedir uma tentativa patronal de retirar as máquinas e equipamentos, os trabalhadores pretendem fazer com que ela volte a produzir. Para isso, nos próximos dias manterão contatos com fornecedores de matéria prima e com empresas que consomem o que a Ceralit produz”.Toda força aos companheiros na defesa dos empregos, direitos e do parque fabril! Pela retomada da produção sob controle operário!Para ver a matéria no site do Sind Quim, acesse:
http://www.quimicosunificados.com.br/noticia_interna.php?id=562&id_secao=2







quinta-feira, janeiro 24

NOVO DOCUMENTÁRIO DA FLASKÔ - PRODUZIDO PELOS PRÓPRIOS TRABALHADORES EM JANEIRO DE 2008

Entrem em contato e adquira o Novo Documentário dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Flaskô, por R$ 15,00. Conheça e contribua para nossa luta, que não é fácil. O Documentário é uma produção dos próprios trabalhadores e editado por um grande apoiador da nossa luta: João Santolaia - trabalhador numa fábrica química em Valinhos. Militande da classe operária, guerreiro de chão de fábrica. Inclusive agradecemos publicamente o apoio deste camarada na edição de nosso vídeo.

Decidimos produzir este vídeo para denunciar o grande ataque que nosso Movimento sofreu em 2007, organizado pelo próprio Governo, entidades patronais e sindicatos vendidos, como o sindicato dos plásticos de Joinville - SC. Estamos tornando mais público a destruidora intervenção judicial que o Movimento das Fábricas Ocupadas sofreu, destruindo o controle operário nas Fábricas Cipla e Interfibra.

Mais destacamos também a resistência e a vitória dos pais e mães de família da Flaskô, que impediu a fraudulenta intervenção que tentaram impôr a nós.


Entrem em contato conosco e conheça nosso Documentário:

(19) 8164 19 71 - 3864 21 39 - 3864 26 24



VIVA A CLASSE TRABALHADORA, VIVA OCUPAÇÃO DOS GRANDES MEIOS DE PRODUÇÃO!


Metalúrgicos de Rio Claro (SP) enfrentam patrões e políticos para se manterem unidos

O Prefeito de Rio Claro (SP), Nevoeiro Júnior, do Partido Democrata (Demo) e seus aliados na Câmara de Vereadores resolveram entrar na briga contra os metalúrgicos de lá. Na última eleição para o Sindicato, os patrões apoiaram a formação de uma chapa que queria dividir a base de representação da entidade! O Sindicato de Limeira abrange outras cidades da região, mas os pelegos querem fundar um Sindicato em Rio Claro.Mesmo perdendo as eleições, a campanha de divisão continua. "Precisamos de uma representação maior dos nossos trabalhadores para evitar de se ver um filme que os rio-clarenses já conhecem do passado. O fechamento da Gurgel Motores e da Metalúrgica Alfa ainda estão na memória de todos. Tenho certeza da maturidade dos trabalhadores da nossa cidade, que abominam a postura autofágica sindical", disse o prefeito.Já o vereador Sérgio Carnevale (Demo) afirmou: “Do jeito que as coisas estão, em pouco tempo também vamos amargar a perda da Torque. Acredito que esta empresa vai se transferir para outra cidade, se as pressões dos sindicalistas limeirenses prosseguirem”.Categoria permanece unida!Porém, em assembléia com cerca de mil trabalhadores em dezembro último, os metalúrgicos rejeitaram a proposta e se mantêm unidos na região, como sempre foram, desde 1959! E o discurso dos políticos rio-clarenses não cola, afinal, a culpa pelo fechamento ou transferência de empresas não são dos operários e de suas organizações e sim da política desenfreada de lucro fácil promovida pelos patrões, que nem se importam com os direitos dos trabalhadores, com a produção ou em pagar os impostos para a cidade.Veja também a notícia no site do Sindicato de Limeira:

sexta-feira, dezembro 21

Nossa participação no ato pela Tarifa Social foi fundamental!

Foi muito importante nossa participação no Ato Público organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), por associações de moradores de seis bairros da periferia de Campinas, pelo Sindicato dos Metalúrgicos e também por parlamentares. Mostrou para a CPFL que não estamos nem um pouco sozinhos, pelo contrário existem organizações populares que vestem realmente a camisa da luta da Flaskô e que vão ajudar no que for preciso para a fábrica continuar aberta e sobre o controle democrático dos trabalhadores.
O Ato foi organizado por que existe uma lei que permite que todos que consomem menos do R$ 120,00 ou 220 kw de energia têm o direito a um desconto de até 65% na conta do mês, e as companhias se negam a cumprir a lei e ainda enganam os consumidores que procuram os seus direitos. Chegam a inventar que para ter o benefício é preciso estar cadastrado em programas sociais do governo, como o Bolsa Família, o que é pura mentira. O certo é ser automático: o consumidor que usa menos que R$ 120,00 por mês deveria ter direito ao desconto.
Sabemos que somente com a luta organizada podemos conquistar nossas reivindicações, tivemos um exemplo vivo neste Ato, a CPFL foi procurada por várias vezes pela população dos bairros de Campinas e foi exigido o cumprimento da lei da Tarifa Social e foi negado. Depois da manifestação eles ficaram de atender, mas somente as pessoas que fizerem uma autodeclaração, preenchendo uma folha com seus dados pedindo o desconto. Como as pessoas vão ficar sabendo que têm direitos a isso? Foi colocada na mesa de negociação uma proposta para CPFL divulgar nas contas de energia o direito à Tarifa Social, mas eles disseram que ainda vão analisar essa proposta, ou seja, é muito provável que eles não façam essa divulgação, pois a companhia só pensa em ganhar mais e mais dinheiro e não vão mostrar para os consumidores que eles têm direito ao desconto.
Mas vamos informar e fazer campanha sobre a Tarifa Social para que todos nossos companheiros e companheiras tenham acesso, pois somente com a solidariedade entre a classe trabalhadora poderemos vencer os “gananciosos” burgueses sanguessugas do sistema capitalista que manobram a lei com muita facilidade. Se não fosse a luta organizada que fizemos, a companhia não iria cumprir a lei!

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Dois dia depois fomos há uma mesa de negociação para pedir um parcelamento das contas da Fábrica...

CPFL vai analisar nosso pedido de parcelar as contas atrasadas em até 36 vezes
Os camaradas Pedro, Chaolim e Fernando, acompanhados pelos advogados Luana e Alexandre e também pelo vereador Paulo Búfalo (PSOL/Campinas) e pela Neusi da Associação de Moradores do Parque Bandeirantes representaram os trabalhadores da Flaskô nesta primeira reunião de renegociação das contas de luz com a CPFL.
Segundo a Dra Luana, “a reunião foi boa, foram feitos alguns cálculos em cima da nossa proposta de pagar 25 mil por mês até conseguirmos quitar a dívida em 3 anos. Agora, eles vão avaliar essa proposta para nos dar uma resposta”.
Fernando disse também que a CPFL reconheceu nosso esforço dos últimos meses, pois desde agosto estamos pagando certinho as contas do mês e mais R$ 20 mil do acordo anterior.
Chaolim também comentou na mesa de negociação que a CPFL vai receber se fechar acordo com os trabalhadores, mas que teria ficado sem receber nada se dependesse do antigo patrão.Agora vamos aguardar a resposta da CPFL, lembrando que isso é fruto da nossa mobilização! Sem ela, a CPFL com certeza iria embaçar nosso fim de ano. Como mostramos força e unidade, as negociações foram positivas. A luta continua!

Foto da Manifestação

Foto da Manifestação

Encontro na Flaskô reúniu centenas de apoiadores


"Durante a manhã de sábado de 15 de dezembro, cerca de 150 apoiadores do Movimento das Fábricas Ocupadas se reuniram em Sumaré/SP e definiram os próximos passos da luta contra a intervenção federal na Cipla e Interfibra e para defender os empregos e o controle operário na Flaskô.
O Encontro foi co-organizado pelo Conselho de Fábrica da Flaskô e a Associação de Moradores do Parque Bandeirantes, que acabam de firmar uma parceria para reativar a antiga área onde funcionava o restaurante da empresa, com atividades comunitárias, culturais, esportivas e de formação política e profissional.
Entre os representantes presentes, estavam Serge Goulart, coordenador das Fábricas Ocupadas e membro da Comissão Operária destituída da Cipla. Ari, do MST de Limeira (que acabam de reocupar uma área de onde haviam sido retirados à força pela polícia). Roque Ferreira, do Sindicato dos Ferroviários de Bauru e da Federação Nacional dos Ferroviários da CUT; José Carlos Miranda do Movimento Negro e Socialista (MNS); Galvão do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD); Carol do DCE da Unicamp; os vereadores Paulo Búfalo e Marcela Moreira (PSOL/Campinas), além de Lúcio, representante do vereador Carlos Signorelli (PT/Campinas) e de um representante do Deputado Estadual Raul Marcelo (PSOL). Também estiveram presentes o vereador Niraldo (PCdoB/Sumaré), Biaia do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios de Campinas, Sérgio Andrade do Sindicato dos Servidores Municipais de Rio Claro e Zé Renato do DCE da PUC-Campinas.
A primeira resolução que foi adotada é a realização de um ato em frente à Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) para o dia 18/12 (terça-feira), para reabrir as negociações sobre as contas de luz atrasadas da Flaskô e também em conjunto com a Campanha pela Tarifa Social de Energia Elétrica e pela re-estatização do setor energético.
Outra resolução importante é o lançamento de uma campanha de envio de postais ao presidente Lula e ao ministro Marinho que pede o fim da intervenção na Cipla e Interfibra, as fábricas de volta aos trabalhadores e a estatização sob controle operário. De imediato, 2 mil postais serão enviados de todo o Brasil para encher a árvore de Natal do governo federal com esses cartões!
Por fim, também foram aprovadas moções em apoio à luta do MST em Limeira e à greve dos trabalhadores da Ford na Rússia.

Agradecemos publicamente todos e todas que sempre nos apoiaram, não é à toa que os trabalhadores e trabalhadoras da Fábrica Ocupada Flaskô resistem tanto para que a fábrica continue aberta e produzindo sob o controle democrático dos trabalhadores".

Foto da Mesa do Encontro

" Representantes das organizações dos trabalhadores do campo, do movimento estudantil, parlamentares, trabalhadores desempregados, do movimento negro e trabalhadores do movimento das fábricas ocupadas".

Foto da Plenária do Encontro

"Mais de 100 bravos militantes da classe operária, entre, idosos, crianças, jovens estudantes, parlamentares populares, artistas, intelectuais, trabalhadores do campo e da cidade. Gente que dá exemplo de como combater contra as organizações burguesas".

Foto do final do Encontro


"Grande Almoço de Confraternização feito pela Associação dos Moradores do Pq. Bandeirantes, bairro onde fica a Flaskô. Afinal, não convidamos nossos companheiros e companheiras somente na horas dos problemas, mas sim também para comemorarmos as nossas batalhas vencidas, no meio dessa grande guerra da classe trabalhadora contra a classe exploradora".

segunda-feira, dezembro 17

Declaraçaõ de apoio da Freteco

Al Encuentro de FLASKO


Aos camaradas e trabalhadores da Flaskô.

Saudaçoes Revolucionarias.

Irmaos, trabalhadores da Flaskô...
Desde Venezuela temos acompanhado permanentemente todas vossas heróicas lutas...
Sabemos que a unidade da classe operária é o ponto chave para acabar com a exploraçao capitalista, sabemos que um pequeno numero de fabricas ocupadas e sob controle operario nao poderia sobreviver às pressoes e às açoes violentas do capital. Sabíamos que se o governo Lula nao expropriasse as fabricas tomadas nao teríamos possibilidade de sobreviver...Ele é um dos principais responsaveis por vossa atual situaçao.Mas ele fez sua opçao de classe e virou as costas ao seu povo, aos sues irmaos.

Uma fabrica, mesmo que tomada nao é uma ilha, só o socialismo pode liberar a classe operária de toda opressao e garantir o pleno emprego e direitos.
Cada luta, cada trincheira  conquistada pela  classe operária, se vinculada à luta pelo fim do capitalismo e de seu Estado , mesmos que, sob determinadas condiçoes, nao nos tenham permitido imediatamente avançar em direçao à tomada do poder, frente às traiçoes de seus partidos que dizem falar em da classe, cada uma dessas batalhas e destas trincheiras serao sempre defendidas com unhas e dentes pelos revolucionarios, pois sabemos que, se hoje fomos traidos e nao conseguimos nosso intento, amanha, em diferentes lugares do mundo a classe se colocará em movimento e aprenderá com suas proprias experiencias, identificará os inimigos com muito mais clarificaçao e re-erguerao as tradiçoes da CIPLA, INTERFIBRA, FLASKO em um patamar muito mais avançado.
Talvez voces nao saibam, mas a experiencia da FLASKO, CIPLA; INTERFIBRA; FLAKPET, e todas as outras experiencias de fabricas tomadas no Brasil, muito ensinaram os camaradas de INVEVAL, INAF, GOTCHA, INVEPAL, SIDEROCA, CUMANACOA, Caribe Nautica, Cimento Andino, Sel FEx, Tomatera Caigua, ajudando a superar o estagio das cogestoes e culminando com o reconhecimento de Chávez de que o modelo do controle obrero e da estatizaçao é o passo necessário para todas as fabricas socialistas que estao em gestaçao na revolucionaria Venezuela que enfrenta o duro ataque da burguesia e do imperialismo.
Aqui os trabalhadores de Sanitários Maracay foram derrotados pelos sectarios e pelos burocratas. Mas vivem em FRETECO todas as experiencias das lutas das fabricas tomadas e elas tem tudo que ver com voces, com sua luta, que é  nossa luta.
A batalha final será travada na Venezuela, e em muitos outros países, voces estarao na linha de frente dessas batalhas. Classe contra classe, derrotaremos o capital.Os sectarios e traidores será aniquilados com seus amos e senhores.
Juntos  com todos nossos irmaos operários de todo o mundo ergueremos os Estados Socialistas, unidos, liquidaremos com toda especie de exploraçao.
Sabemos que para os estomagos famintos de milhoes de trabalhadores palavras nada resolvem, mas também sabemos que as ideais quando se convertem em força material e se expressam por meio de seus partidos e organizaçoes de poder e assaltam as fortalezas antes inespuguinaveis da burguesia, está tremerá e entao seremos capazes de abrir a era da irmandade e felicidade, a era socialista. Aí entao todos rememorarao as lutas de Flasko, da CIPLA, Flakpet e olharao para trás com orgulho e nos sentiremos unidos à Comuna de Paris, à Revolcuçao Russa de 1905, passarao diante de nossos olhos os combatentes bolcheviques de 1917, os heroicos trabalhadores da Alemanha, da China, da Polonia, Hungria, Cuba, e de tantos outros países, e tenham certeza, dentre eles estará escrito: TRABALHADORES DA FLASKO!
Trabalhadores do mundo Univos!
Viva o controle Operário!
Viva a Revoluçao Socialista na Venezuela!
Viva CIPLA! Muitas outras virao! Fora Interventor!

UM VIVA AOS TRABALHADORES DA FLASKO! O CONTROLE OPERARIO VIVE E VIVERÄ NO BRASIL, NA VENEZUELA E EM TODO O MUNDO!
VENCEREMOS!


FRETECO: FRENTE REVOLUCIONARIA DE TRABALHADORES EM EMPRESAS COGESTIONADAS E OCUPADAS.
Trabalhadores de INVEVAL; INAF; GOTCHA; CARIBE NAUTICA; SEL FEX; MDS::



Em 14/12/07, Rafael Prata <chavetetra@yahoo.com.br> escreveu:
Ocupação de fábrica: 4 anos e meio de resistência na Flaskô!
 
Compareça ao Encontro deste sábado, 15/12, às 9 horas! Venha visitar os trabalhadores que ocuparam uma fábrica do setor químico-plástico e a mantém funcionando há quatro anos e meio!
É a luta em defesa dos empregos, pelos salários que sustentam as famílias dos operários, contra a exploração do trabalho e a pilhagem do parque fabril brasileiro!
É a luta contra a criminosa intervenção federal na Cipla e Interfibra, que colocou para fora o Conselho de Fábrica eleito pelos trabalhadores em assembléia pela força das armas, com todo o apoio dos patrões. Uma intervenção que o governo Lula não fez nada para impedir e, por isso mesmo, permitiu que ela acontecesse e que até agora também não fez nada para encerrar.
Enquanto isso, os trabalhadores dessas empresas são mandados embora, sem nada receber e quem fica tem que agüentar o não-pagamento integral dos salários, o aumento da jornada de 30 horas semanais (conquista dos próprios trabalhadores) para 44 horas, a implantação do banco de horas e a retirada de outros direitos que haviam obtido quando estavam no controle operacional, administrativo e financeiro das empresas.
Um Encontro para compreender melhor a história dos trabalhadores da Flaskô, Cipla, Interfibra, Flakpet, Ellen Metal e de milhares de outros companheiros que se ergueram em direção ao controle operário e ao socialismo. Enfim, para entender as dificuldades atuais e debater os próximos passos desse heróico e exemplar movimento que tem mexido com a classe trabalhadora brasileira e conquistado amplitude internacional.
 
Encontro na Flaskô é neste sábado, dia 15/12!
Início às 9 horas!
 
Rua 26, número 300. Parque Bandeirantes, Sumaré/SP
(Km 107 da Rodovia Anhanguera, sentido SP – Interior)
 
Rafael Prata
(19) 9723-4695


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wanderci silva bueno

Declaração de Apoio


CUT REGIONAL ZONA DA MATA-MG
Galeria dos Previdenciários, n° 18 / Sala 304
Juiz de Fora/MG - CEP 36013-190 - Tel. (32)3217-2359
 
 
 
Companheiros,
A CUT Regional Zona da Mata/MG solidariza-se com o movimento das fábricas ocupadas e aproveita o momento para parabenizá-los pela resistência diante da ferocidade do capitalismo e do governo Lula.
Infelizmente, esse governo que era pra ser dos trabalhadores, é o melhor agente do imperialismo norte-americano na América Latina. Continua privatizando e atacando a classe trabalhadora de forma truculenta, como aconteceu na Cipla.
Só a organização e mobilização da classe trabalhadora poderá apontar a saída.
Saudações Cutistas,
 
 


CUT REGIONAL ZONA DA MATA/MG
      Péricles de Lima - (32)8828-4466
                       Presidente


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Declaraçaõ de Apoio do Presidente do PT - São Paulo Edinho

Companheiros e Companheiras da Flaskô

 

É com muita satisfação que recebo o convite para esta atividade dos trabalhadores da Flaskô.

Agradeço de coração o convite. Entretanto, por motivo de compromissos já assumidos não me é possivel estar presente. Gostaria de solidarizar-me com a luta de vcs e colocar-me ínteiramente a disposição.

Um abraço fraterno

 

Edinho
Presidente eleito do PT - São Paulo

 

sexta-feira, dezembro 14

Encontro na Flaskô é amanhã - 15/12

 
Ocupação de fábrica: 4 anos e meio de resistência na Flaskô!
 
Compareça ao Encontro deste sábado, 15/12, às 9 horas! Venha visitar os trabalhadores que ocuparam uma fábrica do setor químico-plástico e a mantém funcionando há quatro anos e meio!
É a luta em defesa dos empregos, pelos salários que sustentam as famílias dos operários, contra a exploração do trabalho e a pilhagem do parque fabril brasileiro!
É a luta contra a criminosa intervenção federal na Cipla e Interfibra, que colocou para fora o Conselho de Fábrica eleito pelos trabalhadores em assembléia pela força das armas, com todo o apoio dos patrões. Uma intervenção que o governo Lula não fez nada para impedir e, por isso mesmo, permitiu que ela acontecesse e que até agora também não fez nada para encerrar.
Enquanto isso, os trabalhadores dessas empresas são mandados embora, sem nada receber e quem fica tem que agüentar o não-pagamento integral dos salários, o aumento da jornada de 30 horas semanais (conquista dos próprios trabalhadores) para 44 horas, a implantação do banco de horas e a retirada de outros direitos que haviam obtido quando estavam no controle operacional, administrativo e financeiro das empresas.
Um Encontro para compreender melhor a história dos trabalhadores da Flaskô, Cipla, Interfibra, Flakpet, Ellen Metal e de milhares de outros companheiros que se ergueram em direção ao controle operário e ao socialismo. Enfim, para entender as dificuldades atuais e debater os próximos passos desse heróico e exemplar movimento que tem mexido com a classe trabalhadora brasileira e conquistado amplitude internacional.
 
Encontro na Flaskô é neste sábado, dia 15/12!
Início às 9 horas!
 
Rua 26, número 300. Parque Bandeirantes, Sumaré/SP
(Km 107 da Rodovia Anhanguera, sentido SP – Interior)


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quarta-feira, novembro 28

VIVA A REVOLUÇÃO DO POVO VENEZUELANO! TIREM AS MÃOS DA VENEZUELA!

VIVA A REVOLUÇÃO DO POVO VENEZUELANO!

TIREM AS MÃOS DA VENEZUELA!

Há uma revolução em curso aqui do lado. No nosso país vizinho, a Venezuela! Mas a revolução não será televisionada. A grande mídia busca fazer de tudo para ocultar, esconder do povo brasileiro a revolução venezuelana. Distorcem fatos e manipulam imagens para tentar nos convencer de que há um ditador na Venezuela, que o Governo de Chávez é antidemocrático e chegam até a sugerir que o Brasil se arme e fique preparado para uma guerra contra a Venezuela! Nada mais falso e cretino! Está certo Lula quando responde que a democracia que hoje existe na Venezuela deve ser respeitada – enquanto figuras "muito democráticas" como Sarney e Maluf bradam contra a "ditadura de Chávez"!

Na Venezuela o povo oprimido por séculos cansou dos velhos governantes de sempre. O povo cansou de trabalhar para aumentar a riqueza dos ricos venezuelanos e dos Estados Unidos, enquanto que tinha cada vez menos comida para seus filhos. E Chávez, eleito pelo povo por duas vezes consecutivas, governa servindo aos interesses do povo! Acabou de propor uma Reforma Constitucional, que entre outras coisas reduz a jornada de trabalho de todos para 6 horas diárias; proíbe a existência de latifúndio e distribui a terra ao povo. Reverte o dinheiro da venda do petróleo para aumentar o salário dos professores em 40% e dos profissionais da saúde em 60%. Investe na educação, saúde, habitação, saneamento, cultura! E, ao contrário do que mostra a Rede Globo, Revista Veja e etc., a população sai às ruas aos milhões em apoio às medidas de Chávez.

Geralmente, em qualquer país, as questões da vida política da sociedade são as últimas coisas a entrar numa conversa entre trabalhadores. Sempre os temas são o futebol, a novela, a mulher ao lado – ou o homem ao lado – se vai chover ou fazer sol, etc. Numa revolução tudo muda! Na Venezuela, nas fábricas, escolas, padarias, nas ruas, todos conversam sobre os rumos do país. Como organizar o apoio às reformas do governo Chávez, como combater os golpistas burgueses que a todo o momento tentam provocar fatos políticos que "justifiquem" um golpe de estado e a derrubada militar de Chávez. Isso é uma revolução! E no Brasil devemos vencer a contra-informação da grande mídia e contagiar as pessoas com o mesmo ânimo do povo venezuelano que decidiu dar um basta na exploração e, junto com o Governo Chávez, caminha para uma sociedade igualitária, sem fome, sem injustiça!

Junte-se à campanha em solidariedade à revolução venezuelana TIREM AS MÃOS DA VENEZUELA!

Participe do ato em defesa da revolução e pelo voto SIM à reforma do Governo Chávez!

Dia 8 de Dezembro (Sábado) às 11h

Na Praça Osvaldo Cruz em São Paulo

(começo da Av. Paulista, próximo ao Metrô Paraíso)

Seremos recebidos pelo Cônsul Geral da Venezuela!

Chame os amigos! Essa é uma luta histórica!

Assinam essa convocatória: Comitê Nacional da Campanha Tirem as Mãos da Venezuela; MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra); Movimento Nacional das Fábricas Ocupadas; Deputado Estadual-SP Raul Marcelo (PSOL); Serge Goulart (membro do Diretório Nacional do PT); Conselho de Fábrica da Flaskô (empresa sob controle dos trabalhadores); MTD (Movimento dos Trabalhadores Desempregados); Vereadora de Campinas-SP Marcela Moreira (PSOL); Esquerda Marxista (tendência do PT); MNS (Movimento Negro Socialista); JR (Juventude Revolução); Sindicato dos Ferroviários de Bauru, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

domingo, outubro 21

Solidariedade

Aos estudantes que estão ocupando a Reitoria da UFPR

Aos cuidados de Mario Roberto,

 

Vocês ocupam universidades para defender a Educação como nós ocupamos fábricas para defender nossos direitos e nossos empregos

Recebam toda nossa solidariedade em sua luta. A defesa que vocês estão fazendo do ensino público e gratuito de qualidade, da ampliação das vagas nas universidades públicas é uma luta que interessa a todos os trabalhadores. Como trabalhadores e como pais necessitamos que de escolas públicas de qualidade e não podemos aceitar a crescente privatização da educação.

Vocês ocupam a Reitoria da UFPR como outros estudantes em luta já fizeram e estão fazendo neste momento porque a vontade da maioria não é respeitada pelos dirigentes responsáveis pelas universidades e pelo país.

Tomamos conhecimento do pedido de reintegração de posse feito pelo reitor que assim se cobre de vergonha como educador e dirigente. Mostra que no Brasil as elites, até mesmo as ditas mais esclarecidas, encaram a luta política como um caso de polícia.

Recebam um caloroso e forte abraço de solidariedade. Divulgaremos amplamente sua luta. Mantenham-nos informados.

Saudações

Serge Goulart

Coordenador do Movimento Nacional das Fábricas Ocupadas

.  

quarta-feira, outubro 10

OBRIGADO PELA ÓTIMA FESTA QUE FOI O BINGO

Cerca de 700 pessoas participaram do grande bingo e baile promovido pela Flaskô, fábrica sob controle dos trabalhadores, no sábado passado (dia 06/10). Foi uma noite muito agradável, divertida e na paz, em respeito às famílias que compareceram.
Os prêmios sorteados de R$ 300 e R$ 400 tiveram mais de um ganhador. O aparelho de DVD foi decidido no sorteio da pedra maior. Já o prêmio de R$ 500 e o de R$ 1000 tiveram um único ganhador cada. Esses estavam com sorte mesmo! Também houve duas rodadas extras, que sortearam brindes doados pelos comerciantes da nossa região e também produtos da Cipla e da Flaskô.
Mas, mesmo quem não ganhou, gostou e se animou com o baile, ao som de Luís e Joãozinho dos Teclados, que tocaram até de madrugada. A coordenação do Bingo/Baile gradece publicamente o empenho dos trabalhadores da Flaskô, que ajudaram em todas as etapas da organização do bingo e trouxeram a família para prestigiar o evento. Parabéns a todos nós! Conseguimos realizar uma atividade que deixou saudade e muita história para contar!
Agradecemos todos que vieram!
Além disso, nós da Flaskô ficamos muito contentes em oferecer um lazer para a população trabalhadora da comunidade local e agradecemos o apoio que recebemos de todos e todas. É isso aí, continuem na luta com a gente!
Agradecemos também as pessoas e militantes de esquerda que vieram de Campinas, São Paulo, Osasco e Caieiras para nos dar apoio!
Há quatro anos atrás essa fábrica seria mais um cemitério de postos de trabalho, com um terreno e galpões abandonados, mas a ocupação da Flaskô e a Vila Operária e Popular trouxeram mais vida para o bairro.
Apesar das dificuldades e dos ataques dos patrões e da justiça - com a cobertura do governo Lula - nós estamos resistindo e lutando por nossos empregos e direitos. Pela estatização das fábricas ocupadas e pelo fim da intervenção federal na Cipla e Interfibra, já!
Conseguimos arrecadar, ao todo, R$ 1000,00. É pouco para tocar a fábrica, mas é uma ajuda importante para a continuidade da nossa luta.
Enfim, pelo apoio financeiro, material e humano dos trabalhadores e da população e apoiadores da esquerda brasileira: VALEU!


segunda-feira, setembro 17

PARTICIPE DO NOSSO GRANDE BINGO - A ARRECADAÇÃO SERÁ DESTINADA PARA CESTAS BÁSICAS, ALIMENTAÇÃO, REMÉDIOS E PARA NOSSA MOBILIZAÇÃO

APOIO AOS TRABALHADORES DA FLASKÔ
LINHA RETA AUTO CENTER - ALINHAMENTO E BALANCEAMENTO - F: 3922 776
VEREADORA MARCELA MOREIRA DO PSOL CAMPINAS - F: 3736 1690
DEPUTADO ESTADUAL RAUL MARCELO DO PSOL SÃO PAULO - F: (11) 3885 8429
VEREADOR GERALDO MEDEIROS DO PT - SUMARÉ
VEREADOR NIRALDO DO PC do B - SUMARÉ
MANIA MOTOS - COMPRA/ VENDE/ TROCA - F: 3832 5541
SIDNEI DISTRIBUIDORA - ARTIGOS E CONFECÇÕES P/LOJAS 1,99 - F: 3922 8784
EXPLOSÃO - VÍDEO E LAN HOUSE - F: 8101 9767
BANCA DO CALDO DE CANA - (ESQUINA DA FLASKÔ)
CHAVEIRO SHALON - (ESQUINA DA FLASKÔ) - F: 3922 6695 - 9192 4122
ACADEMIA CORPO E SAÚDE - ACADEMIA DA RITA - F: 3838 5590
KI BALA - MOTO PART´S - 3832 0575
KEKÉ ESPORTES BAR - 3832 6550
VIDROSOM - F: 3864 2609
NOVILHA DE OURO - F:3854 5750
ROMIL - MÓVEIS E DECORAÇÕES - F: 3864 0043
CERVEJARIA DO BUCCA - BRAHMA
DROGARIA XAVIER - 14 ANOS COM VOCÊ - F: 3864 0083 - 3854 2864
VI PEÇAS

quarta-feira, setembro 12

Carta aberta a Companhia Paulista de Energia

Carta aberta a Companhia Paulista de Energia

  1. Somos trabalhadores da fábrica Flaskô. Há mais de 4 anos ocupamos a fábrica e retomamos a produção sob o controle dos operários diante da pilhagem e destruição que os antigos patrões organizaram com a conivência dos governos e dos corruptos deste pais. Desde o inicio levantamos a bandeira da estatização (função social e coletiva) como forma duradoura de manutenção dos empregos e dos direitos, inclusive o BNDES apresentou relatório conclusivo confirmando nossa opinião ao propor a adjudicação das fábricas ocupadas pelo governo federal como única forma de salvar os empregos. (Documento em Anexo)
  2. Estivemos reunidos com o Presidente Lula, com diversos ministros sempre discutindo e cobrando soluções para os empregos na fábrica ocupada Flaskô diante do passivo de mais de 110 milhões de reais deixados pelos antigos patrões. Nenhuma resposta conclusiva se apresentou por parte do governo. Mas de outro lado conquistamos o apoio de centenas de organizações da classe trabalhadora, de parlamentares comprometidos com a questão social e milhares e milhares de trabalhadores em todo o Brasil e pelo mundo força esta que nos permitiu continuar lutando e trabalhando, continuar em nossa luta para conquista uma solução final que mantivesse todos os empregos e direitos nas fábricas ocupadas.
  3. Hoje sofremos uma situação muito mais muito difícil. Passamos 40 dias sem energia elétrica o que ocasionou prejuízos enormes entre todos o mais importante foi o sofrimento das famílias dos trabalhadores sem salários e comida em casa. Mas nos resistimos e conseguimos religar a energia após um acordo com a CPFL, que previa o pagamento de 4 contas atrasadas e mais a conta do mês, além do pagamento de um antigo acordo que foi feita para o pagamento de dívidas pelos antigos patrões e que durante mais de um ano não foi paga e os trabalhadores em 2005 fizeram um acordo diante da ameaça de corte de energia.
  4. A energia foi religada em 06 de agosto e até hoje já pagamos uma conta de energia, pagamos 3 parcelas do acordo, o que totaliza mais de 150 mil reais.
  5. No entanto ainda temos para este mês mais 180 mil para pagar nos próximos dias e constatamos em assembléia realizada nesta data que se não renegociarmos estes valores a fábrica vai ao fechamento e nos trabalhadores ficamos sem salários hoje e sem emprego amanha.
  6. Não somos caloteiros. Ao contrários mantivemos a fábrica funcionando este 4 anos cumprindo com nossos acordo, por isso que lançamos esta carta a CPFL apelando para que aceitem uma renegociação da maneira como a apresentamos, pois é a única forma viável de manter os pagamentos e aos mesmo tempo manter os empregos e direitos.
  7. Sabemos que a situação é muito complicada, mas vamos pesar na balança os fatos:

  1. de um lado são mais de 100 pais e mães de família lutando pelos seus empregos e direitos, onde não resta mais nada senão apelar e explicar pacientemente a situação e mantendo a luta, pois nos não podemos desistir de nossos empregos.
  2. De outro lado para a CPFL a diferença será muito pequena, e sabemos que há muitos acordos feitos como o que pedimos, além do mais a CPFL é uma empresa que reivindicaseu caráter social.
Sumaré, 12 de julho de 2007

Pedro Santinho

Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô

19-8102-6228

quarta-feira, setembro 5

Seminário na USP - 90 anos da Revolução Russa

1917 – outubro – 2007
90 anos da revolução Russa
UMA JOVEM DE 90 ANOS
 
 
Seminário de Debates
 
Outubro 1817, classe operária e revolução
Jorge Altamira – Valério Arcary – Jorge Grespan
 A Internacional Comunista: uma utopia militante?
Osvaldo Coggiola – Marcos del Roio – Daniel Feldmann
A Revolução Russa e os intelectuais
Lincoln Secco – ricardo Musse – Antonio Rago
A Revolução de Outubro e a questão nacional
Túlio Vigevani  - Arlene Clemesha – Nachman Falbel
Revolução e minorias étnicas e nacionais
István Jancsó – Armen Mamigonian – Saul Kirschbaum
Balanço econômico e político do "socialismo real"
Wilson N. Barbosa – Ângelo Segrilo – Rogério Paulino – Lenina Pomeranz
A internacional Comunista no Brasil
Willian Waack – Antonio C. Mazzeo – Dainis Karepovs – Marly Vianna
Auge e declínio do PCB
Pedro Pomar – Gildo Marçal Brandão – Valter Pomar – José A. Segatto
O comunismo na América Latina
José Mão Jr. – Everaldo Andrade – Eduardo Sartelli – Neusah Cerveira
Revolução Soviética e conselhos operários na Europa ocidental
Isabel Loureiro – Modesto Florenzano – Edmundo F. Dias – Edgardo Loguércio – Ana Lúcia Gomes Muniz
Revolução, arte, ciência e cultura
Jair Diniz Miguel – Arlindo Machado – Arlete Cavaliere – Nicolau Sevcenko – Ítalo de Aquino
Revolução de Outubro, sexualidade e vida cotidiana
Wilson H. da Silva – Henrique Carneiro – Daniel Menezes Delfino – Murilo Leal
Literatura russa e revolução
Marcos A. Silva – Boris Schnaiderman – Bruno Gomide – Fátima Bianchi
A Revolução Russa e a organização do trabalho
Armando Boito – Benedito Moraes Neto – Ruy Braga – Josiane Lombardi
Revolução, democracia, ditadura
Carlos Nelson Coutinho – Pablo Rieznik – Leonel Itaussu Almeida Mello – Alexandre Ferraz
 
12 a 14 de novembro de 2007
Departamento de História da USP
Inscrições abertas ( na Secretaria do Departamento de História)
Serão fornecidos certificados de ferquência
Fone: 3091 3760
Comissão organizadora: Osvaldo Coggiola – Lincoln Secco – Jorge Grespan – Marcos A. Silva


Josiane Lombardi
11-3021 8845 / 19- 9233 1391 

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