quinta-feira, setembro 4

Trabalhadores e apoiadores da Flaskô ocupam Ministério do Trabalho em SP

Terça-feira, 2 de Setembro de 2008
Uma caravana de várias regiões do estado se reuniu na Praça da República em SP e, em caminhada, chegou em frente à Superintendência do Ministério do Trabalho por volta das 11h.Além dos próprios trabalhadores da Flaskô e das mulheres da Associação de Moradores do Parque Bandeirantes (bairro onde se localiza a fábrica), compareceram ao ato uma delegação de trabalhadores rurais sem terra (MST) de Limeira e Americana, um ônibus de trabalhadores sem teto (MTST) de Itapecerica da Serra, jovens da Juventude Revolução e do movimento estudantil da UNICAMP e USP, militantes da Esquerda Marxista de SP e Caieiras, Sindicato dos Vidreiros de SP, além de ativistas e candidatos do PT e PSOL, como a companheira Neusi, candidata a vereadora pelo PT de Sumaré e do companheiro Baltazar, candidato a vereador pelo PSOL de SP.Destaque também para a presença do camarada Miranda, candidato a prefeito de Caieiras pelo PT, que mostra o compromisso da candidatura com a luta dos trabalhadores, independentemente da cidade ou país.
Enquanto uma comissão da fábrica ocupada Flaskô e de representantes de movimentos sociais presentes negociava uma audiência, cerca de 200 trabalhadores e jovens ocuparam o salão de entrada do prédio.Utilizando um mega-fone e tambores de plástico produzidos pelos operários como instrumentos musicais, o ato seguiu em clima pacífico e festivo, com muita batucada e palavras-de-ordem. Várias faixas foram esticadas e centenas de jornais do Movimento das Fábricas Ocupadas foram distribuídos para a população que transitava pelo centro de SP.
O governo é o responsável pela manutenção dos empregos. A comissão dos trabalhadores, liderada pelo camarada Pedro Santinho, foi recebida pela superintendente regional, sra Lucíola Rodrigues Jaime. A comissão explicou que a luta é para garantir os empregos e recuperar os direitos. Por isso, a responsabilidade é do governo Lula que, diretamente ou através dos órgãos públicos, deve tomar medidas urgentes para evitar o fechamento dos postos de trabalho. Afinal, manter aberta a fábrica ocupada Flaskô é importante para fortalecer a luta do Movimento das Fábricas Ocupadas pela devolução da Cipla e Interfibra aos trabalhadores e pela estatização sob controle operário. Sem falar que o controle operário na Flaskô, assim como as ocupações por terra e moradia, são exemplos de luta fundamentais para o povo trabalhador brasileiro e se reforçam mutuamente.Audiência garante encaminhamentos práticos A superintendente regional do Ministério do Trabalho, sra Lucíola Rodrigues Jaime, se mostrou preocupada e adotou uma série de encaminhamentos práticos que, se forem levados adiante, poderá aliviar a dramática situação dos trabalhadores da Flaskô.Ela solicitou uma reunião com a Secretaria Estadual do Trabalho e Emprego até o dia 10/09, para envolver o governo do estado no caso. E já convocou a CPFL (companhia de energia elétrica) para uma audiência no dia 17/09, para que os trabalhadores possam rediscutir a redução do preço por kilowat/hora e o oneroso acordo de parcelamento das dívidas anteriores.A DRT/SP se comprometeu ainda a convocar a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANAEL), a Secretaria Estadual do Trabalho e a de Minas e Energia, além do Ministério de Minas e Energia para participar dessa audiência.Vale destacar que o preço praticado pela CPFL é 150 vezes mais caro do que a Vale paga pela energia elétrica que consome. Enquanto os trabalhadores da Flaskô pagam R$ 7,50 o kw/h, a Vale paga só R$ 0,05 o kw/h! Além da absurda conta mensal, os trabalhadores da Flaskô ainda são obrigados a pagar, todo mês, R$ 28 mil de parcelamento de dívidas deixadas pelos antigos proprietários. Isso tem comprometido o orçamento da fábrica, dificultando o pagamento dos salários! E assim não dá para continuar! Outras propostas para manter os empregosA sra Lucíola Rodrigues Jaime ainda vai oficializar o BNDES, a Petrobrás, a Fazenda Nacional e Estadual e a Caixa Econômica Federal (CEF).
A superintendente vai pedir ao BNDES que conceda capital para a compra de matéria-prima, pois sem material para produzir não há como manter os empregos. Na mesma linha, vai também oficializar a Petrobrás para que a estatal compre os produtos da Flaskô.Vai solicitar ainda que a Fazenda Nacional e Estadual unifique as execuções fiscais (de INSS, ICMS, IPI, etc) para que os trabalhadores possam chegar a um acordo que suspenda ou renegocie as dívidas, enquanto não se chega a uma solução definitiva que, para o Movimento das Fábricas Ocupadas só virá com a transformação do passivo deixado pelos antigos proprietários em ativos do poder público, via estatização.
Outro ofício será encaminhado para a CEF, que não aceita receber o FGTS, por exemplo, porque não reconhece a personalidade jurídica dos trabalhadores da Flaskô, ou seja, não reconhece a gestão operária da fábrica. Ocupação da DRT/SP mostra a força dos trabalhadoresEsquecidos pelo poder público e entregue aos leões do mercado capitalista, os trabalhadores da Flaskô encontram enormes dificuldades para manter os empregos. Assim, a ocupação da Superintendência do Ministério do Trabalho, no centro de SP, recolocou na ordem do dia as reivindicações do Movimento das Fábricas Ocupadas e a proposta de estatização sob controle operário. As autoridades vão ter que responder aos trabalhadores da Flaskô, que lutam por empregos, salários, direitos e condições de trabalho. O ato também foi importante para aprofundar os laços de solidariedade que unem os operários das fábricas ocupadas ao MST, MTST e movimento estudantil. “Quando o trabalhador do campo e da cidade se unir, a burguesia não vai resistir”! “Na greve, na rua e na ocupação, construindo alianças para fazer a revolução”, cantaram os trabalhadores e jovens presentes!

quarta-feira, agosto 27

Flaskô em perigo! Ato dia 02 de setembro, px terça-feira


Trabalhadores da Flaskô se reúnem com representantes da Prefeitura

Uma comissão de trabalhadores recebeu na Flaskô o atual secretário de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura Municipal de Sumaré, Alaerte Menuzzo.
Foram duas reuniões. Primeiro, apresentamos nossas propostas, como a municipalização (que poderia ocorrer via desapropriação, em troca das dívidas com IPTU, ISS e outros impostos e encargos que a fábrica deve ao município).
Também colocamos que é possível considerar a Associação dos Trabalhadores da Flaskô “Hermelindo Miquelace” como de utilidade pública (aprovando uma lei na Câmara de Vereadores) para facilitar o recebimento de verba pública.
Outra proposta foi a de considerar a Flaskô um patrimônio histórico e cultural da cidade, como uma maneira de avançar na luta por uma fábrica pública, de responsabilidade da Prefeitura.
No entanto, o foco da reunião girou em torno das necessidades imediatas de crédito e de pagamento de energia elétrica.

Resposta do secretário:
O secretário se comprometeu a tentar marcar uma audiência com o BNDES e de sentar conosco na próxima mesa de negociação com a CPFL. Mas, pediu um relatório social, um balancete financeiro da Flaskô e o estatuto da Associação Hermelindo Miquelace para ter em mãos uma documentação mínima para apresentar ao banco.
Também se comprometeu a elaborar projetos de reciclagem de materiais plásticos que possam ser desenvolvidos aqui na Flaskô e de agendar uma reunião com a gente, junto a empresas químicas de Sumaré, para tentarmos ampliar contatos e clientes para a fábrica.
Por fim, sugeriu que a discussão sobre a municipalização fosse tratada com a Procuradoria Jurídica de Sumaré, para analisar os aspectos legais que possam dar suporte a essa medida.

Ajuda urgente
Os trabalhadores insistiram com o secretário que, devido aos problemas urgentes que estão passando, a Prefeitura tem que encaminhar alguma medida de apoio material e/ou financeiro imediatamente, senão todas as boas propostas levantadas ficarão apenas nas idéias.
Afinal, está em jogo a continuidade da fábrica ocupada Flaskô e os atuais projetos comunitários da Associação dos Moradores do Parque Bandeirantes que são desenvolvidos nas instalações da fábrica.
No entanto, Alaerte colocou obstáculos jurídicos e formais para se fazer isso, mas, o camarada Pedro Santinho, coordenador do Conselho de Fábrica, lembrou que essas barreiras são frágeis, basta ter vontade política para superá-las. E citou como exemplo o envio de matéria-prima da Venezuela para as fábricas ocupadas brasileiras, que ocorreu devido aos laços de solidariedade de classe existentes e não necessariamente pelo respeito às regras do comércio mundial, dominado pelo governo dos EUA e as multinacionais.

Já o camarada Alexandre, advogado dos trabalhadores, argumentou que é possível encontrar base jurídica na Declaração Universal dos Direitos Humanos, na Constituição do Brasil e na própria Lei Orgânica do Município para respaldar legalmente uma ação efetiva e imediata da Prefeitura, cujo atual prefeito é do PT e candidato à reeleição.
Uma nova reunião será marcada e os trabalhadores da Flaskô esperam contar também com a participação do prefeito de Sumaré, José Antônio Bacchin.

terça-feira, agosto 19

Importante ato em SP para salvar os empregos no dia 02/09!

Ato em SP
Dia 02 de setembro, às 11h
na Superintendência do Ministério do Trabalho

Rua Martins Fontes nº 109, Centro

Saída da Flaskô, às 7h30
Rua 26, n. 300. Pque Bandeirantes. Sumaré/SP
(Km 107 da Rodovia Anhanguera, sentido capital - interior)

Diante da pressão e sabotagem patronal e da constante negativa do governo Lula em nos apoiar, estamos numa situação administrativa e financeira sem saída e seremos levados ao fechamento, mais dia, menos dia.
A responsabilidade não é dos operários, que vem fazendo de tudo para manter os empregos, salários e a produção. O responsável é o governo Lula, que comandou o ataque contra os trabalhadores da Cipla e Interfibra e agora joga a fábrica ocupada Flaskô aos leões do mercado capitalista.

Governo Lula joga fábrica ocupada Flaskô aos leões do mercado capitalista

Mais de um mês já se passou desde o Tribunal Popular (que julgou a intervenção federal nas fábricas ocupadas) e até agora o governo Lula não respondeu à sentença protocolada em Brasília.

Entre outras decisões, o júri popular reunido em Joinville/SC intimou o governo a devolver a Cipla e a Interfibra para os trabalhadores e a salvar os empregos na fábrica ocupada Flaskô de Sumaré/SP.

Mas, nem uma coisa, nem outra. O interventor federal continua a mandar e desmandar na Cipla e Interfibra, sem pagar um centavo da dívida com o INSS (utilizada como desculpa para a ação militar-fascista disparada contra o Movimento das Fábricas Ocupadas), enquanto a situação dos trabalhadores da Flaskô segue cada vez mais dramática.

Dificuldades alcançam nível máximo

Após cinco anos de controle operário na Flaskô, é possível listar inúmeras vantagens e conquistas em comparação à gestão patronal, porém, ao mesmo tempo, as pressões do mercado capitalista criam e avolumam as dificuldades no sentido de inviabilizar o funcionamento da fábrica, mais dias, menos dias.

As dívidas que os patrões deixaram como “herança maldita” para os trabalhadores foram empurradas para frente, na perspectiva de serem amenizadas ou solucionadas através de uma ação estatal que pudesse transformar o passivo da empresa em ativo do poder público e, assim, dar início à recuperação do parque fabril e dos direitos sociais e trabalhistas.

Nesse sentido, os acordos de parcelamento das dívidas com a Justiça do Trabalho e com a companhia de energia elétrica (CPFL), por exemplo, foram necessários para manter a fábrica aberta e seguir a luta pela estatização sob controle operário.

Porém, a disposição do governo Lula em organizar a intervenção federal e em financiar a burguesia nacional e as multinacionais com vultosos empréstimos, tira a estatização do cardápio e joga os trabalhadores da Flaskô aos leões do mercado capitalista.

Os operários sentem isso. A sabotagem patronal impõe limites ao faturamento da fábrica e assim mal se consegue pagar os salários. O orçamento fica comprometido com a CPFL, os agiotas e os empresários que comercializam os produtos Até os acordos parciais conquistados anteriormente deixaram de ser um alívio e entram no infernal círculo de estrangulamento administrativo/financeiro.

Enquanto a Mauser, multinacional alemã do setor plástico realiza fusões e aquisições com bilhões do BNDES para modernizar e concentrar a produção, a pequena e endividada Flaskô que se vire? Assim é impossível! Abandonar à própria sorte os operários que tocam uma fábrica para manter os empregos e os salários não pode ser considerado uma política séria para a classe trabalhadora! Afinal, como se vê, sem apoio estatal, nem os capitalistas sobrevivem!

Lula, você é o responsável!

Para sair dessa armadilha armada pelo governo Lula a pedido da burguesia, os trabalhadores da Flaskô irão se mobilizar novamente e solicitam a força de todos os apoiadores, partidos e parlamentares comprometidos com a classe trabalhadora, sindicatos e movimentos sociais.

Um ato em SP está programado para o dia 02 de setembro, em um órgão público do governo federal para exigir uma solução para salvar os empregos. Que venha imediatamente dinheiro público para manter os postos de trabalho! Que venha matéria-prima! Que se reduza o preço da energia elétrica para a fábrica ocupada Flaskô!
Afinal, se nada disso for feito logo, o governo Lula ficará com mais uma mancha: a de ter levado a fábrica ocupada Flaskô ao fechamento, mesmo depois dos heróicos combates travados pelos trabalhadores.

ENTRE EM CONTATO ESTAMOS COM MUITAS DIFICULDADES DE MANTER O FUNCIONAMENTO DA FÁBRICA

POR FAVOR, ENTRE EM CONTATO CONOSCO PRECISAMOS DE SOCORRO IMEDIATO!
(19) 3864 2624 - (19) 3864 2580 - (19) 3864 2139
(11) 8235 5287 - (19) 9723 4695
É URGENTE!

segunda-feira, julho 28

NOVO FILME DO MOVIMENTO DAS FÁBRICAS OCUPADAS: "INTERVENÇÃO"

CLICK NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA
Adquira o novo filme do Movimento das Fábricas Ocupadas: "INTERVENÇÃO". Um filme de Flávio Damiani e Armando Brosi. O filme conta a história do crime cometido pelo Governo Federal contra os trabalhadores das Fábricas Ocupadas Cipla, Interfibra e Flaskô, um golpe orquestrado por Luis Marinho e Lula, onde mais 150 policiais federais armados até os dentes com metralhadora, bombas de gás, spray de pimenta e tudo mais. O filme relata bem a situação, afinal, não poderíamos ficar calados diante a esse ataque. Assista, passe adiante realizando uma exibição em sua escola, bairro, sindicato, universidade, em qualquer espaço que puder, ajude-nos a denunciar esses crimes, pois não somos nós trabalhadores os criminosos e sim os poderosos. Entre em contato e agende um debate com os militantes trabalhadores das Fábricas Ocupadas, em qualquer lugar do mundo daremos um jeito de realizar esse debate, através dos grandes apoios que temos. Ligue: (11) 8235 5287 - (19) 9723 4695 - (19) 3864 2625 / 3864 2580 / 3864 2139

segunda-feira, junho 23

UM MUITO OBRIGADO A TODOS E TODAS QUE PERTICIPARAM DO ENCONTRO DE 5 ANOS DE CONTROLE OPERÁRIO NA FÁBRICA OCUPADA FLASKÔ

Nesse dia 21 realizamos um grande e importante Encontro na Flaskô, que aconteceu no Espaço Cultural Flaskô & Associação dos Moradores do Pq. Bandeirantes. Contamos a com a presença de cerca de 150 trabalhadores e trabalhadoras. Representantes do Mov. dosTrab. Sem Teto, Mov. Trab. Desempregados, Mov. Sem Terra, Juventude Revolução, Mov. Negro Socialista, Grupo de Rap A Família, Moradores de toda a região, Sind. dos Vidreiros de SP, Sind. Metalúrgicos de Campinas e região, Sind. Pesquisadores de Campinas, Sindicalista Joe Macharia do Quênia da África, John da Tanzânia, Julieta da Fábrica Ocupada Impa na Argentina, Trabalhadores demitidos da Cipla na intervenção, Mandato popular da vereadora Marcela do Psol Campinas, Arí representante do Senador Suplicy, Sind. Trab. Da Unicamp, Centro Acadêmico de Ciências Sociais da Unicamp, Universidade Popular, além muitos camaradas que não estavam presentes, mas ajudaram a acontecer o Encontro, e que sempre contribuíram para que a Flaskô permanecesse aberta e produzindo sob controle operário, todos grandes combatentes da classe trabalhadora.
O Encontro foi transmitido ao vivo pela Rádio Luta 102,1 FM, Rádio que a Flaskô colocará no ar em breve, só precisamos dar os último encaminhamentos. Apresentamos a situação atual da Fábrica: falta de crédito para manter a produção, energia elétrica com valores astronômicos, maquinários cada vez mais sucateados, processos judiciais nos apertando, mais leilões, matéria-prima caríssima e muitas outras de dificuldades. Apelamos aos nossos camaradas de luta, apesar de sempre nos ter apoiado, precisamos de ajuda mais do que nunca, a Flaskô pode fechar a qualquer momento!
Além de todo o ataque contra o Movimento das Fábricas Ocupadas, podemos morrer “afogados depois de ter nadado tanto”. Não temos como manter a fábrica sem dinheiro, crédito e melhorias nas máquinas que já eram velhas quando tomamos a Fábrica, imaginem agora cinco anos depois. Vamos para o Tribunal Popular em Joinville/SC com a convicção que temos que tirar uma resolução de ir com toda força a um enfrentamento para salvar uma das últimas trincheiras do Movimento das Fábricas Ocupadas do Brasil, a Flaskô, que está por um fio! No Tribunal vamos julgar os crimes que o Governo Federal cometeu contra nosso Movimento, destruindo as Fábricas que os trabalhadores tanto lutaram para manter aberta produzindo, salvando seus postos de trabalho. Participem do Tribunal Popular em Joinville dias 4 e 5 de julho de 2008.
Mais uma vez agradecemos os grandes combatentes da classe trabalhadora que sempre nos apóia.
Contatos: (19) 3864 2139 – 3864 2580 – 3864 2624
mobilizacaoflasko@yahoo.com.br

quarta-feira, junho 18

NÃO DEIXEM DE PARTICIPAR DO ENCONTRO 5 ANOS DE CONTROLE OPERÁRIO NA FLASKÔ, PRECISAMOS DE VOCÊS


Foto da Assembléia Geral no dia em completamos 5 anos de Ocupação

Aos camaradas e as camaradas
A Assembléia Geral dos Trabalhadores da Flaskô (fotos em anexo) reforça o convite para que todos participem do Encontro de Cinco Anos de Controle Operário e Luta pela Estatização e o Socialismo, dia 21 de junho, neste sábado, a partir das 9h, no Espaço Cultural Flaskô – Associação dos Moradores do Parque Bandeirantes (antigo restaurante).

Além de marcar essa data histórica com debates e exibição de vídeo e fotos, vamos encaminhar propostas para a continuidade de nossa difícil batalha pelos empregos, direitos, parque fabril, moradia e um futuro digno para nossa comunidade.

O Encontro na Flaskô também é uma atividade de preparação ao Tribunal Popular para Julgar a Intervenção Federal na Cipla e Interfibra, dias 04 e 05 de julho de 2008, em Joinville/SC.

Acesse o blog para saber mais e ler as novidades:
www.tiremasmaosdacipla.blogspot.com

Encontro na Flaskô
Dia 21 de junho, neste sábado
A partir das 9h
Endereço:
Rua 23, n. 300. Pque Bandeirantes – Sumaré/SP.
Km 107 da Rodovia Anhaguera

Contatos:
mobilizacaoflasko@yahoo.com.br
(19) 3864-2624 (19) 3864 2139 (19) 3864 2580 (19) 8164 1971

sexta-feira, junho 6

Vitoriosa Conferência Internacional

No dia 31 de Maio, mais de 200 ativistas de oito estados brasileiros (Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo), além de convidados internacionais da Argentina, Bolívia, Paraguai, Venezuela, Angola, Tanzânia, Quênia e Estados Unidos lotaram o Auditório Franco Montoro, da Assembléia Legislativa de SP (ALESP), na Conferência “Tirem as Mãos da Venezuela” que articula a solidariedade à revolução venezuelana.Companheiros da Venezuela, Bolívia, Paraguai e Argentina ajudaram a explicar a real situação da luta de classes na América do Sul e a importância do processo revolucionário em curso na Venezuela para os trabalhadores e povos da região, que sofrem com a exploração imperialista.A luta de classes na Venezuela, os avanços, perigos e contradições da revolução foram avaliadas por Elio Colmenares, ex-ministro da Indústria Ligeira e Comércio, por Ruben Linares, presidente da Federação Nacional dos trabalhadores no transporte de combustíveis e da coordenação da central UNT (União Nacional dos Trabalhadores) e por Nélson Altuve, representando o Conselho de Fábrica da Inveval - fábrica sob controle operário estatizada pelo governo Chávez em 2005 - e a FRETECO (Frente Revolucionária de Trabalhadores de Empresas em Co-gestão e Ocupadas).Já o companheiro Andrés Mamani, falou em nome da FSTMB (Federação Sindical dos Trabalhadores Mineiros da Bolívia) e trouxe a saudação da COB (Central Operária Boliviana) enviada pelo companheiro Pedro Montes, Secretário Executivo. Explicou ainda que os capitalistas e oligarcas da Bolívia tentam dividir a nação (pretensa autonomia dos departamentos) como forma de derrotar o processo revolucionário. Andrés também explicou os mineiros criticam Evo Morales por não se apoiar nos mineiros e na classe trabalhadora organizada para garantir e avançar a mudança social, mas que acaba lançando camponeses contra o movimento operário e que isto debilita o processo revolucionário e tem permitido os avanços da direita.Do Paraguai o companheiro Bernardo Rojas, presidente da CUT-Autêntica (a maior central sindical do país), destacou a importância da vitória eleitoral de Fernando Lugo à presidência, como fruto da insatisfação popular com os 61 anos de Partido Colorado no poder e expressão da situação revolucionária da América Latina que chegou ao Paraguai. Também chamou à atenção para a necessidade de renegociar o injusto tratado da Hidrelétrica de Itaipu.Já a companheira Júlia, da IMPA (metalúrgica argentina sob controle operário desde 1998), falou sobre a importância do movimento das fábricas recuperadas e da recente e vitoriosa luta que travaram para retomar a fábrica, após um despejo judicial violento.O companheiro Serge Goulart, Coordenador do Movimento das Fábricas Ocupadas, ressaltou que neste dia (31 de maio) fazia um ano que o governo Lula havia pedido e comandado a invasão policial militar das Cipla e Interfibra, fábricas controladas pelos trabalhadores. Sob a falsa alegação de cobrar uma dívida dos antigos patrões Lula e Luis Marinho mancharam para sempre suas mãos e sua história mandando a polícia armada até os dentes contra trabalhadores.Ressaltou Serge Goulart que, entretanto, a coalizão de Lula com os capitalistas fracassou em tentar liquidar a luta extraordinária destes trabalhadores pela estatização das fábricas. Eles tomaram militarmente as fábricas expulsando os trabalhadores, mas ao invés de matar o movimento eles o tornaram imortal, transformando-o numa bandeira vermelha que eles não poderão nunca apagar da história.A Conferência recebeu a participação e integração na campanha do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e da Casa das Américas além de outras organizações, núcleos do PT, e associações ligadas à luta de solidariedade revolucionária internacional.Na hora do almoço, jovens organizados na JR (Juventude Revolução) se reuniram no plenário para encaminhar a organização de um acampamento nacional de jovens pela revolução em Julho que, dentre outras questões, tratará da Revolução na América Latina e da agressão/invasão do imperialismo na Amazônia.Um momento importante foi a discussão sobre o financiamento da própria conferência. A partir de um apelo dos organizadores os presentes contribuíram com diversos valores. O total arrecadado terminou de cobrir todas as despesas da Conferência. Foi uma verdadeira demonstração de independência financeira, base da independência política dos socialistas revolucionários.Encaminhamentos da campanha TMVDurante a tarde, uma mesa representando as delegações e organizações nacionais presentes levantou propostas para a continuidade da campanha “Tirem as Mãos da Venezuela”. A palavra também foi aberta ao plenário, o que resultou num rico debate. Destaque para as intervenções de Megan Hise, ativista dos EUA que se colocou contra o imperialismo e a guerra no Iraque e para a camarada Verônica, da Argentina, que falou em nome da Corrente Marxista “El Militante”, seção da CMI (Corrente Marxista Internacional).Entre as propostas está a formação de uma delegação brasileira para ir à Venezuela no período das eleições para prefeito e governador no país e reunir-se com Chávez convidando-o a vir ao Brasil na Conferencia “Tirem as mãos da Venezuela” de 2009. Esta delegação levará seu apoio às candidaturas do PSUV que enfrentarão mais uma pesada campanha dos reacionários venezuelanos dirigidos pelo governo dos Estados Unidos.Outra proposta é de que todos os presentes se dirigissem ao Governo Lula para que ele reveja o acordo de Itaipu de forma que pare de lesar a soberania do povo paraguaio irmão.Para ampliar a campanha decidiu-se, ainda, a realização de conferências estaduais e locais no segundo semestre de 2008 em todo o país.Uma homenagem foi prestada pela Conferência com intermináveis aplausos saudando a companheira Lili que, com seus 84 anos, participou de toda a Conferência trazendo a todos sua longa tradição de militante comunista e petista de muitas décadas.Encerrada com muitas palavras de ordem todos os presentes eram unânimes em ressaltar o êxito e o extraordinário clima militante e combativo da Conferência.

quarta-feira, maio 28

ÚLTIMO CHAMADO - INSCREVA-SE: Conferência Nacional: "Tirem as Mãos da Venezuela"

A Conferência da Campanha Internacional “Tirem as Mãos da Venezuela” acontece no dia 31 de maio, sábado, no Auditório Franco Montoro da Assembléia Legislativa de SP, a partir das 9h30.

Delegações de vários estados do país se preparam para participar e já está confirmada a presença de companheiros da Venezuela, Bolívia, Paraguai e Argentina.Da Venezuela virão militantes da FRETECO (Frente de Trabalhadores em Empresas em Co-gestão e Ocupadas) e da UNT (União Nacional dos Trabalhadores – central sindical).Da Bolívia, confirmaram: dirigentes da Federação Sindical dos Trabalhadores Mineiros (FSTMB), da Confederação Operária (COB), além de um deputado da Assembléia Nacional pelo MAS (Movimento ao Socialismo, partido do presidente Evo Morales).Do Paraguai virão representantes das fábricas ocupadas de lá (Cerâmica Cerro Guy e Itagua), da CUT - Autêntica (central sindical) e do PMAS (partido de esquerda integrante da coligação que elegeu Fernando Lugo presidente).Já da Argentina, estarão presentes companheiros da IMPA, metalúrgica sob controle operário desde 1998, e da Tendência Marxista “El Militante”.

Isso revela que a Campanha “Tirem as Mãos da Venezuela” vem se espalhando e ganhando força no Brasil e na América do Sul, afinal, existe a necessidade de entender e divulgar o que realmente se passa em nosso continente.E é através desse trabalho de conscientização que a Campanha Internacional TMV tem agregado militantes, trabalhadores e jovens de dezenas de países, para defender o processo revolucionário em curso na Venezuela e na América Latina dos ataques e calúnias desenvolvidos pelo imperialismo, com o apoio das burguesias locais.Participe da Conferência!Fortaleça a Campanha Internacional “Tirem as Mãos da Venezuela”!
Contamos também com a presença de sindicalistas e estudantes do continente africano do Quênia, Tanzânia e Uganda. Também representante sindicalista dos Estados Unidos. Além de representantes de diversos estados do Brasil.
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Dia 31 de maio de 2008, a partir das 9h30
No Auditório Franco Montoro da Assembléia Legislativa de SP
Av Pedro Álvares Cabral, 201 (em frente ao Parque do Ibirapuera)
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Convocam:Movimento das Fábricas Ocupadas, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Deputado Estadual Raul Marcelo (PSOL), Vereador Breno Cortela (PT – Araras/SP), Vereadora Marcela Moreira (PSOL – Campinas/SP), Vereador Adílson Mariano (PT – Joinville/SC), Movimento Negro Socialista (MNS), Juventude Revolução (JR), Esquerda Marxista (EM), Belo pela Confederação Nacional dos Químicos da CUT e Roque Ferreira pela Federação Nacional Independente dos Trabalhadores Sobre Trilhos da CUT.
Contatos:(11) 3615-2129
(19) 3864-2624
tiremasmaosdavenezuela@yahoo.com.br
Visite os sites da CampanhaTMV:
www.tiremasmaosdavenezuela.blogspot.com
www.handsoffvenezuela.org
www.manosfueradevenezuela.org
www.flasko.blogspot.com

quinta-feira, maio 15

quarta-feira, maio 14

Trabalhadores da IQT ocupam a fábrica exigindo pagamento de salários e a manutenção dos postos de trabalho

Taubaté, 13 de maio de 2008
A IQT (Indústrias Químicas de Taubaté) praticamente fechou as portas, pois demitiu ontem os 107 funcionários sem pagar as verbas rescisórias ou sinalizar uma data para quitar os débitos trabalhistas. Cerca de 100 trabalhadores, da produção e do setor administrativo, que estão há dois meses sem receber salários ocuparam a fábrica, hoje às 14h00’, para exigir o pagamento dos salários, o cumprimento dos acordos com o Sindicato dos Químicos, a 2º parcela da PLR do ano passado e a manutenção dos postos de trabalho.

A empresa concedeu duas licenças remuneradas que não foram pagas. A segunda esgotou ontem, quando se esperava o pagamento dos passivos trabalhistas e a volta ao trabalho. No entanto, a empresa anunciou as demissões, mas não falou nada sobre os pagamentos devidos e verbas rescisórias.

A IQT tem um histórico de descumprimento de direitos trabalhistas que vão desde a falta de EPI (Equipamentos de proteção individual) ao não pagamento de salários e demissão de sindicalistas. Este ano, já houve vários atrasos nos pagamentos. A empresa estava piorando as já precárias condições de trabalho.

O problema da IQT não é a falta de matéria-prima, mão-de-obra qualificada ou mercado para os seus produtos. O que acontece é uma briga de sócios. Um deles desfalcou a empresa. A situação foi parar na Justiça e agora virou briga de liminares.

Os trabalhadores não podem sofrer as conseqüências do desastre administrativo, do desvio de recursos e briga de liminares. Os trabalhadores pagam proporcionalmente mais impostos e tarifas que as empresas. Ao contrário, a IQT não pagava as contas de energia elétrica e teve que recorrer a liminar para voltar ao fornecimento do serviço. Exigimos que a prefeitura e as autoridades do Estado tomem providências imediatas para evitar o fechamento da empresa e a perda dos postos de trabalho.

Os trabalhadores, lesados pela empresa, recorreram à ocupação pacífica das instalações da empresa IQT como último recurso para tentar evitar o fechamento da planta e retirada do maquinário e garantir o pagamento imediato dos salários, direitos, e a manutenção dos postos de trabalho. Solicitamos a todas as entidades democráticas moção de apoio aos trabalhadores da IQT e a suas justas reivindicações.

Sindicato dos Químicos de São José dos Campos e Região
Fax e e-mail, enviar para:

12-3921-8177
quimisjc.jur@uol.com.br

segunda-feira, maio 12

Movimento Negro Socialista (MNS) realiza Encontro Nacional


Um entusiasmado Encontro do MNS faz um balanço de atividades e organiza a continuidade da luta contra o racismo e o pretenso Estatuto da Igualdade Racial

O capitalismo traz o racismo como a nuvem traz a tempestadeMano não Mate! Mano não Morra!Paz entre nós! Guerra aos Senhores!Reunidos em São Paulo, na Terceira Reunião Nacional, convocada pelo Movimento Negro Socialista, 104 militantes anti- racismo vindo de 10 estados brasileiros constamos que nos últimos três anos a luta do MNS de combate ao racismo e à implantação das leis raciais deu enormes passos a frente. E foi um importante elemento para impedir até agora a aprovação destas leis que podem desgraçar a nação e provocar uma catástrofe racista no Brasil.Iniciadas no governo Fernando Henrique Cardoso e aceleradas no governo Lula, sob o impulso do imperialismo EUA e da socialdemocracia internacional, através da ONU e da Conferencia de Durbhan, a implantação das ditas políticas afirmativas (Cotas para negros) encontra seu auge no projeto de lei chamado “Estatuto da Igualdade Racial”, que pretende dividir o povo brasileiro em “etnias” e implantar documentos de identidade raciais cujo único paralelo conhecido são os “passaportes” negros da África do Sul (Azânia) do Apartheid, do “Congo Belga” (atual Ruanda) com as conseqüências horrorosas que conhecemos ou a monstruosidade do “passaporte” judeu imposto pelos nazistas.Nós, que combatemos pela igualdade e pelo socialismo, não podemos aceitar isso. Declaramos nossa oposição irredutível a todas às políticas que pretendem dividir e enfrentar entre si a classe trabalhadora e os oprimidos com o objetivo de esconder a política de exploração e opressão aplicada pelos governos a serviço dos capitalistas.Falam em cotas para negros em nome da igualdade, mas entregam bilhões de dólares aos banqueiros, especuladores e multinacionais e se recusam a implantar Educação e Saúde Públicas e de qualidade para toda a população. O governo acaba de anunciar brutais cortes de gastos nas áreas sociais ao mesmo tempo em que anuncia a desoneração fiscal e financiamento subsidiado de mais de 30 bilhões de reais para os empresários. Bilhões para os capitalistas, privatização e sucateamento dos serviços públicos para o povo trabalhador e, portanto para os negros pobres.Mel para os especuladores com os juros mais altos do mundo e esmolas e leis divisionistas para os trabalhadores e os negros.Nosso ideal não é de criar uma pequena camada social de negros “bem de vida” integrados ao sistema capitalista, mas a luta para realizar a verdadeira igualdade e a felicidade para milhões e milhões de homens e mulheres, qualquer que seja a cor de sua pele, e que hoje são lançados uns contra os outros e de sofrimento a outro em nome da “ordem e do progresso” para os capitalistas e seus serviçais. Combatemos a falsa idéia de “raças humanas” criada pelos fascistas e pretensos cientistas.Nosso ideal é a igualdade entre os seres humanos, que só pode ser conquistada verdadeiramente com o fim do regime da propriedade privada dos meios de produção e o controle efetivo e democrático da sociedade pelas maiorias trabalhadoras.Só a luta dos oprimidos faz recuar os opressores. Como negros e combatentes contra o racismo somos conscientes de que a importante conquista da Abolição foi fruto de duras lutas, mortes e insurreições escravas, do esforço dos republicanos abolicionistas e mesmo uma necessidade para o desenvolvimento do capitalismo. Demos um passo. Mas, fomos atirados nas ruas porque se impediu a Reforma Agrária e o capitalismo vive da exploração de nossa força de trabalho nas cidades e no campo.Nada temos a ver com as ONGs, que financiadas por governos e empresas, estão a seu serviço para fazer a felicidade de seus dirigentes mesmo arriscando mergulhar o país numa catástrofe. Nada temos a ver com intelectuais, religiosos, políticos e instituições financiados pela Fundação Ford, dos EUA, que estão a serviço das políticas racialistas para esconder e desviar a atenção da falta de vagas, de saúde arrasada, de emprego, de direitos e de criminalização dos movimentos sociais ocasionada pela política capitalista do governo.Somos um movimento independente dos burgueses e dos governos e nos orgulhamos de recolher nosso financiamento entre os trabalhadores e jovens que se reconhecem em nossa luta. Nosso compromisso é com o fim de toda opressão e exploração e com o futuro da humanidade.Dirigimos-nos a todos os que reivindicam representar o povo brasileiro, a todos os que reivindicam a democracia e a igualdade, a todos os que reivindicam o socialismo, e lhes dizemos:Está em suas mãos evitar o pior. Está em suas mãos recusar este pretenso “Estatuto da Igualdade Racial”, que vai lançar nossos filhos e netos uns contra os outros, enquanto cresce a miséria causadora de todos os males.Dirigimos-nos à juventude negra, aos trabalhadores e trabalhadoras, aos negros e negras tão sofridos, para que se organizem e se mobilizem para impedir as leis racialistas e para combater o racismo em todas as suas formas. Convocamos nossos companheiros para denunciar o massacre e o extermínio racista praticado pela polícia nos bairros pobres, onde os principais “suspeitos” e vítimas são negros e jovens. Convocamos nossos irmãos de dor e de luta para denunciar a ação dos narcotraficantes que dizimam nossa juventude com suas drogas e suas armas.Os governantes organizadores do “Caveirão”, no RJ, e os bandos criminosos armados, são duas faces da mesma moeda, assim como são gêmeos o racismo e capitalismo, como disse o negro socialista Steve Biko.Convocamos todos nossos irmãos de luta na juventude e na classe trabalhadora, do campo e da cidade, convocamos todos aqueles que se organizam e se reconhecem na luta do Movimento Negro Socialista a gritar bem alto em todo o Brasil:
Mano não Mate! Mano não Morra!- Paz entre nós! Guerra aos Senhores!São Paulo, 10 de maio de 2008.

sexta-feira, abril 18

ATAQUE A CLASSE OPERÁRIA DA ARGENTINA

Reprimiram aos trabalhadores de IMPA e a colegas da ANTA-CTA, que acompanham a luta

No dia da data, 17 de abril de 2008, sucederam-se feitos de repressão policial contra os trabalhadores da empresa recuperada IMPA e contra todos os colegas da Associação Nacional de Trabalhadores Autogestionados-CTA, que acompanham a luta pela manutenção da fonte de trabalho mantida de forma autogestionada por parte dos trabalhadores de dita fábrica.
Para centextualizar cabe esclarecer que a empresa autogestionada IMPA tem estado em concordata de credores desde 1997 e pagou o 90% da dívida. Ainda que tendo chegado a um princípio de acordo, faz menos de uma semana, com duas de seus credores, o juiz que entende na causa resolveu pelo despejo de IMPA sem mediar nenhum tipo de negociação prévia e desconhecendo por completo as tratativas e acordos obtidos com ditos credores já citados.
Assim é que ordenou o despejo pela força da fábrica, o qual se concretizou na terça-feira 15 de abril de 2008, às 22 hs. É assim que no dia de ontem, 16 de abril de 2008, se juntou um nutrido grupo de trabalhadores autogestionados em apoio da fonte de traalho dos colegas de IMPA, e pela continuidade trabalhista dos mesmos na empresa que souberam recuperar e pôr novamente em funcionamento faz anos atrás.
E neste dia, e para não sair de seu costume, a Polícia Federal reprimiu ferozmente a todos os colegas que mantinham a vigília na porta da fábrica. Sem mediar nenhuma provocação por parte dos colegas, senão simplesmente a pressão provocada pela presença no lugar e por manter viva consigna-a de que “IMPA é dos trabalhadores”, é que a polícia começou sua provocação e repressão mediante os chorros de sua carroça hidrante ao que continuou com os disparos de balas de borracha e gases lacrimógenos sem lhes importar para nada que dessa maneira podiam ferir gravemente, dado o estreito das ruas da zona, não somente aos colegas que estavam ali senão que também aos vizinhos que conhecem e apoiam aos trabalhadores de IMPA.
O resultado da feroz repressão é que detiveram a 35 colegas, dos quais 20 são de IMPA e 15 de cooperativas pertencentes a ANTA ( Associação Nacional de Trabalhadores Autogestionados).
Por tudo isto solicitamos a todas as organizações, que estejam na senda da luta dos trabalhadores e pela reivindicação e defesa de seus postos de trabalho e por seus direitos, que difundam o sucedido da maneira o mais amplamente possível e também estar atentos a que SE TOCAM A UM NOS TOCAM A TODOS.
Muito obrigado por sua atenção e abraços para todos.

quarta-feira, abril 9

TRABALHADORES NA ARGENTINA NO PIQUETE POR SEUS DIREITOS

Os colegas de Motomel (San Nicolás) estão desempregados desde a quinta-feira da semana passada. Sobre uma fábrica aproximada de 500 trabalhadores, somente está funcionando com 10%.

No dia 3 de abril realizaram uma nova assembléia para decidir como continua o conflito, e o que é necessário para ampliar a solidariedade, com o apoio e a divulgação.

SALÁRIO MÍNIMO DE 1600 $, JÁ!
NENHUMA DEMISSÃO!
TODOS TRABALHADORES DA EMPRESA PERMANECEM!

A bronca acumulada de meses, produto do aumento da cesta básica de alimento, do transporte público, etc.; que junto com à realidade que dia a dia suportamos os trabalhadores dentro da fábrica fez que disséssemos BASTA a esta situação.

- Os intermináveis ritmos de produção.
- As intermináveis jornadas trabalhistas.
- A implementação de bracelete na tentativa de aprofundar a disciplina
- A falta de higiene e segurança.
- A carência de um verdadeiro serviço médico.
- A precarização de colegas (terceirização) que fazem o mesmo trabalho e não são parte de fábrica diretamente, que representa a base do hartazgo da cada um de nós.

Por tudo isso, precisamos avançar ainda mais na representação em cada setor. Por isto achamos que devemos eleger delegados por seção e ganhar maior participação e democracia dentro da fábrica.

Camaradas: “Não podemos seguir assim, temos que entender que não somos animais, senão trabalhadores”.

É por isto que chamamos cada um a defender coletivamente nossa fonte de trabalho e nossa dignidade. Chamamos todos os companheiros a nos organizar por cada uma das demandas pedidas:

SALÁRIO MÍNIMO $1600, JÁ!
NENHUMA DEMISSÃO!
TODOS TRABALHADORES DA FÁBRICA PERMANECEM!
POR UM PLANO DE SEGURANÇA E HIGIENE DENTRO DA FÁBRICA!
POR REFEITÓRIOS E VESTUÁRIOS!
NÃO AO CONTROLE POR MÉDIO DO BRACELETE!
AVANCEMOS NA PARTICIPAÇÃO POR SETOR, COM DELEGADOS DE BASES!

TRABALHADORES UNIDOS DE MOTOMEL

Como informávamos na nota que publicamos no dia quarta-feira, os trabalhadores da Motomel estavam há vários dias em greve exigindo aumento salarial e melhores condições de trabalho (carecem de vestuários, devem comer junto às máquinas porque a empresa não possui de refeitório, etc.). Mas longe de dar uma alternativa aos trabalhadores, a patronal decidiu "temporariamente" fechar a fábrica (lock-out), mandou 100 telegramas de demissões.

Esta é a maneira em que se respeitam os direitos democráticos dos trabalhadores neste sistema capitalista, e demonstra a hipocrisia sobre a "democracia" e a "liberdade" de que tanto se orgulham o governo e os políticos do sistema; mas que não pode ocultar a existência da ditadura e o terror patronal que existe em todas as fábricas.

Como é habitual, os dirigentes sindicais (neste caso da UOM de San Nicolas), se faz prescindíveis nos conflitos entre os trabalhadores e os patrões. É por tudo isto que lhes pedimos a todos os colegas que possam se acerquem ou mandem mensagens de solidariedade aos trabalhadores de Motomel.

Os trabalhadores estão acampados em frente à porta da fábrica e estudam ações para encarar a luta contra as demissões e o fechamento patronal. Os colegas do ESB de Rosario vão esta manhã conversar com os colegas para pôr-nos a sua disposição e ver de que forma podemos os ajudar neste conflito, como o vimos fazendo já há alguns dias.

Podem mandar seus e-mails de solidariedade a:
mail: trabajadoresdemotomel@live.com.ar

terça-feira, abril 1

TOTAL APOIO À OCUPAÇÃO DO MOVIMENTO DOS TRABALHADORES SEM TETO - CAMPINAS

Foto: Fernando Gomes Martins
Na madrugada do dia 28 para o dia 29, cerca de 300 famílias ocuparam uma área em Campinas na Av. das Amoreiras, próximo ao Jd. Maria Rosa, a ocupação faz parte da Jornada nacional de ocupações urbanas, construídas com movimentos sociais de outros estados do país. Além de campinas, foram ocupadas também pelo MTST, uma área em Mauá e Embú das Artes.A proposta da Jornada é de retomar a luta por uma vida digna, com boas condições de moradia, saúde, educação, trabalho entre outras coisas, exigindo uma Reforma Urbana que possa propiciar ao povo pobre a construção de uma outra. E também demandar ao governo federal a destinação das verbas do PAC para a construção de moradias populares e não de grandes obras, ou empreendimentos imobiliários.As três ocupações se mantém no local, e crescem. Em campinas a área de cerca de 160 mil metros quadrados, é uma área particular de uma família de 8 donos que devem ao poder publico 10 anos de IPTU, cerca de 2,5 milhões de reais, é uma área que estava ociosa a mais de 20 anos e improdutiva.O MTST reivindica que a área seja desapropriada pelo município e destinada à construção de moradias populares.Os donos tentaram entrar na justiça com o pedido de reintegração de posse no dia seguinte à ocupação, mas o juiz desconsiderou a urgência do caso e considerou as provas insuficientes. Hoje, a ocupação completa quatro dias, e não se tem mais noticias sobre a reintegração de posse.Campinas é uma cidade onde existem grandes extensões de terras ociosas, e 400 mil famílias vivem em áreas não regularizadas, alem de 36 mil habitantes que esperam a anos na fila da COHAB, sem ter a onde morar. Nós acreditamos que a vida vale mais do que a propriedade privada, portanto não podemos permitir que famílias que vivam em beiras de rios e esgotos, junto a ratos e doenças enquanto governantes moram em palácios e andam de carros importados.Infelizmente nesta sociedade que vivemos onde manda quem tem dinheiro, a única forma dos trabalhadores garantirem seus direitos constitucionais é lutando nas ruas e exigindo organizadamente dos representantes eleitos, uma administração que garanta para o povo pobre sua dignidade, e não aos ricos sua segurança de ter ao fim do mês mais riqueza acumulada. Também por isso apoiamos todas as lutas dos trabalhadores e acreditamos que é fundamental a unificação dos lutadores neste momento de ataque ao povo pobre.

Natalia Szermeta

Coordenadora Estadual do MTST


Foto: Fernando Gomes Martins

Foto: Rafael Prata

quinta-feira, março 13

SEDE DO IBAMA FOI OCUPADA - CONTRA BARRAGEM NO VALE DO RIBEIRA


Aconteceu uma manifestação ontem de manhã na sede do IBAMA, em São Paulo, a favor da preservação do Vale do Ribeira.
Depois de duas negativas do IBAMA, a CBA (Companhia Brasileira de Alumínio) conseguiu a Licença Prévia para a construção de uma Usina Hidrelétrica que, quando pronta, vai alagar uma região ocupada por mais de mil famílias.
Seis entidades ecológicas, entre elas a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Socioambiental (ISA), centrais sindicais e movimentos sociais, como o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), divulgaram uma carta aberta na qual repudiam o projeto. Nós também estávamos presentes. De acordo com o ISA, ao emitir o parecer recomendando a licença prévia, o Ibama deu o primeiro passo para a construção da hidrelétrica que, se construída, afetará o modo de vida das populações do Vale do Ribeira, destruirá áreas protegidas, inundará cavernas e afetará o regime hidrológico do manancial. Os ambientalistas alegam ainda que a usina gerará energia exclusivamente para a CBA, não havendo interesse público na obra.
Nós do Movimento das Fábricas Ocupadas estamos em total solidariedade aos camponeses, caiçaras, quilombolas, em fim, de toda população local do Vale do Ribeira. Ninguém vai destruir uma reserva natural de patrimônio da humanidade, a classe trabalhadora não vai aceitar nunca! Estamos em total alerta para combater contra os interesses da destruição do capitalismo, que nunca mede as consequências só pensam em $$$$$$$$$$.


quarta-feira, fevereiro 20

Trabalhadores ocupam a Fábrica Ceralit, em Campinas-SP e querem voltar a produzir sem o patrão


A Ceralit fica em Campinas (SP) e produz ceras e óleos usados como matéria-prima em vários ramos industriais. Há cerca de 200 trabalhadores atualmente e já há alguns anos o patrão não paga corretamente os salários e direitos. O maquinário é antigo e o risco de acidentes é permanente. Porém, há também um setor novo na fábrica para a produção de biodiesel, que está subutilizado.Os trabalhadores da Flaskô sempre apoiaram os companheiros da Ceralit e alguns já visitaram a fábrica ocupada para ver como se aplica a gestão operária. Em maio de 2007, diante da incompetência patronal, os próprios trabalhadores conseguiram fechar acordos de fornecimento de matéria-prima e venda de produtos, mas, conforme explica o Sindicato dos Químicos:“No dia 22 de dezembro último venceu o contrato com o fornecedor principal. Sem a matéria prima a produção parou, ficou impossível garantir os salários e houve o corte dos serviços prestados pelas concessionárias de água, luz e telefone. Este fornecedor garantia a entrega da matéria prima, pois estava interessado em comprar a Ceralit.No entanto, no dia 22, ele comunicou aos trabalhadores que a dívida de R$ 160 milhões supera o patrimônio da empresa, o que o levou a se desinteressar pela compra.Trabalhadores querem fazer a Ceralit funcionarCom a ocupação da fábrica, além de impedir uma tentativa patronal de retirar as máquinas e equipamentos, os trabalhadores pretendem fazer com que ela volte a produzir. Para isso, nos próximos dias manterão contatos com fornecedores de matéria prima e com empresas que consomem o que a Ceralit produz”.Toda força aos companheiros na defesa dos empregos, direitos e do parque fabril! Pela retomada da produção sob controle operário!Para ver a matéria no site do Sind Quim, acesse:
http://www.quimicosunificados.com.br/noticia_interna.php?id=562&id_secao=2







quinta-feira, janeiro 24

NOVO DOCUMENTÁRIO DA FLASKÔ - PRODUZIDO PELOS PRÓPRIOS TRABALHADORES EM JANEIRO DE 2008

Entrem em contato e adquira o Novo Documentário dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Flaskô, por R$ 15,00. Conheça e contribua para nossa luta, que não é fácil. O Documentário é uma produção dos próprios trabalhadores e editado por um grande apoiador da nossa luta: João Santolaia - trabalhador numa fábrica química em Valinhos. Militande da classe operária, guerreiro de chão de fábrica. Inclusive agradecemos publicamente o apoio deste camarada na edição de nosso vídeo.

Decidimos produzir este vídeo para denunciar o grande ataque que nosso Movimento sofreu em 2007, organizado pelo próprio Governo, entidades patronais e sindicatos vendidos, como o sindicato dos plásticos de Joinville - SC. Estamos tornando mais público a destruidora intervenção judicial que o Movimento das Fábricas Ocupadas sofreu, destruindo o controle operário nas Fábricas Cipla e Interfibra.

Mais destacamos também a resistência e a vitória dos pais e mães de família da Flaskô, que impediu a fraudulenta intervenção que tentaram impôr a nós.


Entrem em contato conosco e conheça nosso Documentário:

(19) 8164 19 71 - 3864 21 39 - 3864 26 24



VIVA A CLASSE TRABALHADORA, VIVA OCUPAÇÃO DOS GRANDES MEIOS DE PRODUÇÃO!


Metalúrgicos de Rio Claro (SP) enfrentam patrões e políticos para se manterem unidos

O Prefeito de Rio Claro (SP), Nevoeiro Júnior, do Partido Democrata (Demo) e seus aliados na Câmara de Vereadores resolveram entrar na briga contra os metalúrgicos de lá. Na última eleição para o Sindicato, os patrões apoiaram a formação de uma chapa que queria dividir a base de representação da entidade! O Sindicato de Limeira abrange outras cidades da região, mas os pelegos querem fundar um Sindicato em Rio Claro.Mesmo perdendo as eleições, a campanha de divisão continua. "Precisamos de uma representação maior dos nossos trabalhadores para evitar de se ver um filme que os rio-clarenses já conhecem do passado. O fechamento da Gurgel Motores e da Metalúrgica Alfa ainda estão na memória de todos. Tenho certeza da maturidade dos trabalhadores da nossa cidade, que abominam a postura autofágica sindical", disse o prefeito.Já o vereador Sérgio Carnevale (Demo) afirmou: “Do jeito que as coisas estão, em pouco tempo também vamos amargar a perda da Torque. Acredito que esta empresa vai se transferir para outra cidade, se as pressões dos sindicalistas limeirenses prosseguirem”.Categoria permanece unida!Porém, em assembléia com cerca de mil trabalhadores em dezembro último, os metalúrgicos rejeitaram a proposta e se mantêm unidos na região, como sempre foram, desde 1959! E o discurso dos políticos rio-clarenses não cola, afinal, a culpa pelo fechamento ou transferência de empresas não são dos operários e de suas organizações e sim da política desenfreada de lucro fácil promovida pelos patrões, que nem se importam com os direitos dos trabalhadores, com a produção ou em pagar os impostos para a cidade.Veja também a notícia no site do Sindicato de Limeira:

sexta-feira, dezembro 21

Nossa participação no ato pela Tarifa Social foi fundamental!

Foi muito importante nossa participação no Ato Público organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), por associações de moradores de seis bairros da periferia de Campinas, pelo Sindicato dos Metalúrgicos e também por parlamentares. Mostrou para a CPFL que não estamos nem um pouco sozinhos, pelo contrário existem organizações populares que vestem realmente a camisa da luta da Flaskô e que vão ajudar no que for preciso para a fábrica continuar aberta e sobre o controle democrático dos trabalhadores.
O Ato foi organizado por que existe uma lei que permite que todos que consomem menos do R$ 120,00 ou 220 kw de energia têm o direito a um desconto de até 65% na conta do mês, e as companhias se negam a cumprir a lei e ainda enganam os consumidores que procuram os seus direitos. Chegam a inventar que para ter o benefício é preciso estar cadastrado em programas sociais do governo, como o Bolsa Família, o que é pura mentira. O certo é ser automático: o consumidor que usa menos que R$ 120,00 por mês deveria ter direito ao desconto.
Sabemos que somente com a luta organizada podemos conquistar nossas reivindicações, tivemos um exemplo vivo neste Ato, a CPFL foi procurada por várias vezes pela população dos bairros de Campinas e foi exigido o cumprimento da lei da Tarifa Social e foi negado. Depois da manifestação eles ficaram de atender, mas somente as pessoas que fizerem uma autodeclaração, preenchendo uma folha com seus dados pedindo o desconto. Como as pessoas vão ficar sabendo que têm direitos a isso? Foi colocada na mesa de negociação uma proposta para CPFL divulgar nas contas de energia o direito à Tarifa Social, mas eles disseram que ainda vão analisar essa proposta, ou seja, é muito provável que eles não façam essa divulgação, pois a companhia só pensa em ganhar mais e mais dinheiro e não vão mostrar para os consumidores que eles têm direito ao desconto.
Mas vamos informar e fazer campanha sobre a Tarifa Social para que todos nossos companheiros e companheiras tenham acesso, pois somente com a solidariedade entre a classe trabalhadora poderemos vencer os “gananciosos” burgueses sanguessugas do sistema capitalista que manobram a lei com muita facilidade. Se não fosse a luta organizada que fizemos, a companhia não iria cumprir a lei!

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Dois dia depois fomos há uma mesa de negociação para pedir um parcelamento das contas da Fábrica...

CPFL vai analisar nosso pedido de parcelar as contas atrasadas em até 36 vezes
Os camaradas Pedro, Chaolim e Fernando, acompanhados pelos advogados Luana e Alexandre e também pelo vereador Paulo Búfalo (PSOL/Campinas) e pela Neusi da Associação de Moradores do Parque Bandeirantes representaram os trabalhadores da Flaskô nesta primeira reunião de renegociação das contas de luz com a CPFL.
Segundo a Dra Luana, “a reunião foi boa, foram feitos alguns cálculos em cima da nossa proposta de pagar 25 mil por mês até conseguirmos quitar a dívida em 3 anos. Agora, eles vão avaliar essa proposta para nos dar uma resposta”.
Fernando disse também que a CPFL reconheceu nosso esforço dos últimos meses, pois desde agosto estamos pagando certinho as contas do mês e mais R$ 20 mil do acordo anterior.
Chaolim também comentou na mesa de negociação que a CPFL vai receber se fechar acordo com os trabalhadores, mas que teria ficado sem receber nada se dependesse do antigo patrão.Agora vamos aguardar a resposta da CPFL, lembrando que isso é fruto da nossa mobilização! Sem ela, a CPFL com certeza iria embaçar nosso fim de ano. Como mostramos força e unidade, as negociações foram positivas. A luta continua!

Foto da Manifestação

Foto da Manifestação

Encontro na Flaskô reúniu centenas de apoiadores


"Durante a manhã de sábado de 15 de dezembro, cerca de 150 apoiadores do Movimento das Fábricas Ocupadas se reuniram em Sumaré/SP e definiram os próximos passos da luta contra a intervenção federal na Cipla e Interfibra e para defender os empregos e o controle operário na Flaskô.
O Encontro foi co-organizado pelo Conselho de Fábrica da Flaskô e a Associação de Moradores do Parque Bandeirantes, que acabam de firmar uma parceria para reativar a antiga área onde funcionava o restaurante da empresa, com atividades comunitárias, culturais, esportivas e de formação política e profissional.
Entre os representantes presentes, estavam Serge Goulart, coordenador das Fábricas Ocupadas e membro da Comissão Operária destituída da Cipla. Ari, do MST de Limeira (que acabam de reocupar uma área de onde haviam sido retirados à força pela polícia). Roque Ferreira, do Sindicato dos Ferroviários de Bauru e da Federação Nacional dos Ferroviários da CUT; José Carlos Miranda do Movimento Negro e Socialista (MNS); Galvão do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD); Carol do DCE da Unicamp; os vereadores Paulo Búfalo e Marcela Moreira (PSOL/Campinas), além de Lúcio, representante do vereador Carlos Signorelli (PT/Campinas) e de um representante do Deputado Estadual Raul Marcelo (PSOL). Também estiveram presentes o vereador Niraldo (PCdoB/Sumaré), Biaia do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios de Campinas, Sérgio Andrade do Sindicato dos Servidores Municipais de Rio Claro e Zé Renato do DCE da PUC-Campinas.
A primeira resolução que foi adotada é a realização de um ato em frente à Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) para o dia 18/12 (terça-feira), para reabrir as negociações sobre as contas de luz atrasadas da Flaskô e também em conjunto com a Campanha pela Tarifa Social de Energia Elétrica e pela re-estatização do setor energético.
Outra resolução importante é o lançamento de uma campanha de envio de postais ao presidente Lula e ao ministro Marinho que pede o fim da intervenção na Cipla e Interfibra, as fábricas de volta aos trabalhadores e a estatização sob controle operário. De imediato, 2 mil postais serão enviados de todo o Brasil para encher a árvore de Natal do governo federal com esses cartões!
Por fim, também foram aprovadas moções em apoio à luta do MST em Limeira e à greve dos trabalhadores da Ford na Rússia.

Agradecemos publicamente todos e todas que sempre nos apoiaram, não é à toa que os trabalhadores e trabalhadoras da Fábrica Ocupada Flaskô resistem tanto para que a fábrica continue aberta e produzindo sob o controle democrático dos trabalhadores".

Foto da Mesa do Encontro

" Representantes das organizações dos trabalhadores do campo, do movimento estudantil, parlamentares, trabalhadores desempregados, do movimento negro e trabalhadores do movimento das fábricas ocupadas".

Foto da Plenária do Encontro

"Mais de 100 bravos militantes da classe operária, entre, idosos, crianças, jovens estudantes, parlamentares populares, artistas, intelectuais, trabalhadores do campo e da cidade. Gente que dá exemplo de como combater contra as organizações burguesas".

Foto do final do Encontro


"Grande Almoço de Confraternização feito pela Associação dos Moradores do Pq. Bandeirantes, bairro onde fica a Flaskô. Afinal, não convidamos nossos companheiros e companheiras somente na horas dos problemas, mas sim também para comemorarmos as nossas batalhas vencidas, no meio dessa grande guerra da classe trabalhadora contra a classe exploradora".

segunda-feira, dezembro 17

Declaraçaõ de apoio da Freteco

Al Encuentro de FLASKO


Aos camaradas e trabalhadores da Flaskô.

Saudaçoes Revolucionarias.

Irmaos, trabalhadores da Flaskô...
Desde Venezuela temos acompanhado permanentemente todas vossas heróicas lutas...
Sabemos que a unidade da classe operária é o ponto chave para acabar com a exploraçao capitalista, sabemos que um pequeno numero de fabricas ocupadas e sob controle operario nao poderia sobreviver às pressoes e às açoes violentas do capital. Sabíamos que se o governo Lula nao expropriasse as fabricas tomadas nao teríamos possibilidade de sobreviver...Ele é um dos principais responsaveis por vossa atual situaçao.Mas ele fez sua opçao de classe e virou as costas ao seu povo, aos sues irmaos.

Uma fabrica, mesmo que tomada nao é uma ilha, só o socialismo pode liberar a classe operária de toda opressao e garantir o pleno emprego e direitos.
Cada luta, cada trincheira  conquistada pela  classe operária, se vinculada à luta pelo fim do capitalismo e de seu Estado , mesmos que, sob determinadas condiçoes, nao nos tenham permitido imediatamente avançar em direçao à tomada do poder, frente às traiçoes de seus partidos que dizem falar em da classe, cada uma dessas batalhas e destas trincheiras serao sempre defendidas com unhas e dentes pelos revolucionarios, pois sabemos que, se hoje fomos traidos e nao conseguimos nosso intento, amanha, em diferentes lugares do mundo a classe se colocará em movimento e aprenderá com suas proprias experiencias, identificará os inimigos com muito mais clarificaçao e re-erguerao as tradiçoes da CIPLA, INTERFIBRA, FLASKO em um patamar muito mais avançado.
Talvez voces nao saibam, mas a experiencia da FLASKO, CIPLA; INTERFIBRA; FLAKPET, e todas as outras experiencias de fabricas tomadas no Brasil, muito ensinaram os camaradas de INVEVAL, INAF, GOTCHA, INVEPAL, SIDEROCA, CUMANACOA, Caribe Nautica, Cimento Andino, Sel FEx, Tomatera Caigua, ajudando a superar o estagio das cogestoes e culminando com o reconhecimento de Chávez de que o modelo do controle obrero e da estatizaçao é o passo necessário para todas as fabricas socialistas que estao em gestaçao na revolucionaria Venezuela que enfrenta o duro ataque da burguesia e do imperialismo.
Aqui os trabalhadores de Sanitários Maracay foram derrotados pelos sectarios e pelos burocratas. Mas vivem em FRETECO todas as experiencias das lutas das fabricas tomadas e elas tem tudo que ver com voces, com sua luta, que é  nossa luta.
A batalha final será travada na Venezuela, e em muitos outros países, voces estarao na linha de frente dessas batalhas. Classe contra classe, derrotaremos o capital.Os sectarios e traidores será aniquilados com seus amos e senhores.
Juntos  com todos nossos irmaos operários de todo o mundo ergueremos os Estados Socialistas, unidos, liquidaremos com toda especie de exploraçao.
Sabemos que para os estomagos famintos de milhoes de trabalhadores palavras nada resolvem, mas também sabemos que as ideais quando se convertem em força material e se expressam por meio de seus partidos e organizaçoes de poder e assaltam as fortalezas antes inespuguinaveis da burguesia, está tremerá e entao seremos capazes de abrir a era da irmandade e felicidade, a era socialista. Aí entao todos rememorarao as lutas de Flasko, da CIPLA, Flakpet e olharao para trás com orgulho e nos sentiremos unidos à Comuna de Paris, à Revolcuçao Russa de 1905, passarao diante de nossos olhos os combatentes bolcheviques de 1917, os heroicos trabalhadores da Alemanha, da China, da Polonia, Hungria, Cuba, e de tantos outros países, e tenham certeza, dentre eles estará escrito: TRABALHADORES DA FLASKO!
Trabalhadores do mundo Univos!
Viva o controle Operário!
Viva a Revoluçao Socialista na Venezuela!
Viva CIPLA! Muitas outras virao! Fora Interventor!

UM VIVA AOS TRABALHADORES DA FLASKO! O CONTROLE OPERARIO VIVE E VIVERÄ NO BRASIL, NA VENEZUELA E EM TODO O MUNDO!
VENCEREMOS!


FRETECO: FRENTE REVOLUCIONARIA DE TRABALHADORES EM EMPRESAS COGESTIONADAS E OCUPADAS.
Trabalhadores de INVEVAL; INAF; GOTCHA; CARIBE NAUTICA; SEL FEX; MDS::



Em 14/12/07, Rafael Prata <chavetetra@yahoo.com.br> escreveu:
Ocupação de fábrica: 4 anos e meio de resistência na Flaskô!
 
Compareça ao Encontro deste sábado, 15/12, às 9 horas! Venha visitar os trabalhadores que ocuparam uma fábrica do setor químico-plástico e a mantém funcionando há quatro anos e meio!
É a luta em defesa dos empregos, pelos salários que sustentam as famílias dos operários, contra a exploração do trabalho e a pilhagem do parque fabril brasileiro!
É a luta contra a criminosa intervenção federal na Cipla e Interfibra, que colocou para fora o Conselho de Fábrica eleito pelos trabalhadores em assembléia pela força das armas, com todo o apoio dos patrões. Uma intervenção que o governo Lula não fez nada para impedir e, por isso mesmo, permitiu que ela acontecesse e que até agora também não fez nada para encerrar.
Enquanto isso, os trabalhadores dessas empresas são mandados embora, sem nada receber e quem fica tem que agüentar o não-pagamento integral dos salários, o aumento da jornada de 30 horas semanais (conquista dos próprios trabalhadores) para 44 horas, a implantação do banco de horas e a retirada de outros direitos que haviam obtido quando estavam no controle operacional, administrativo e financeiro das empresas.
Um Encontro para compreender melhor a história dos trabalhadores da Flaskô, Cipla, Interfibra, Flakpet, Ellen Metal e de milhares de outros companheiros que se ergueram em direção ao controle operário e ao socialismo. Enfim, para entender as dificuldades atuais e debater os próximos passos desse heróico e exemplar movimento que tem mexido com a classe trabalhadora brasileira e conquistado amplitude internacional.
 
Encontro na Flaskô é neste sábado, dia 15/12!
Início às 9 horas!
 
Rua 26, número 300. Parque Bandeirantes, Sumaré/SP
(Km 107 da Rodovia Anhanguera, sentido SP – Interior)
 
Rafael Prata
(19) 9723-4695


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wanderci silva bueno