Trabalhadores e apoiadores da Flaskô ocupam Ministério do Trabalho em SP
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Uma comissão de trabalhadores recebeu na Flaskô o atual secretário de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura Municipal de Sumaré, Alaerte Menuzzo.
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Nesse dia 21 realizamos um grande e importante Encontro na Flaskô, que aconteceu no Espaço Cultural Flaskô & Associação dos Moradores do Pq. Bandeirantes. Contamos a com a presença de cerca de 150 trabalhadores e trabalhadoras. Representantes do Mov. dosTrab. Sem Teto, Mov. Trab. Desempregados, Mov. Sem Terra, Juventude Revolução, Mov. Negro Socialista, Grupo de Rap A Família, Moradores de toda a região, Sind. dos Vidreiros de SP, Sind. Metalúrgicos de Campinas e região, Sind. Pesquisadores de Campinas, Sindicalista Joe Macharia do Quênia da África, John da Tanzânia, Julieta da Fábrica Ocupada Impa na Argentina, Trabalhadores demitidos da Cipla na intervenção, Mandato popular da vereadora Marcela do Psol Campinas, Arí representante do Senador Suplicy, Sind. Trab. Da Unicamp, Centro Acadêmico de Ciências Sociais da Unicamp, Universidade Popular, além muitos camaradas que não estavam presentes, mas ajudaram a acontecer o Encontro, e que sempre contribuíram para que a Flaskô permanecesse aberta e produzindo sob controle operário, todos grandes combatentes da classe trabalhadora.
Além de todo o ataque contra o Movimento das Fábricas Ocupadas, podemos morrer “afogados depois de ter nadado tanto”. Não temos como manter a fábrica sem dinheiro, crédito e melhorias nas máquinas que já eram velhas quando tomamos a Fábrica, imaginem agora cinco anos depois. Vamos para o Tribunal Popular em Joinville/SC com a convicção que temos que tirar uma resolução de ir com toda força a um enfrentamento para salvar uma das últimas trincheiras do Movimento das Fábricas Ocupadas do Brasil, a Flaskô, que está por um fio! No Tribunal vamos julgar os crimes que o Governo Federal cometeu contra nosso Movimento, destruindo as Fábricas que os trabalhadores tanto lutaram para manter aberta produzindo, salvando seus postos de trabalho. Participem do Tribunal Popular em Joinville dias 4 e 5 de julho de 2008.
Mais uma vez agradecemos os grandes combatentes da classe trabalhadora que sempre nos apóia.
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No dia 31 de Maio, mais de 200 ativistas de oito estados brasileiros (Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo), além de convidados internacionais da Argentina, Bolívia, Paraguai, Venezuela, Angola, Tanzânia, Quênia e Estados Unidos lotaram o Auditório Franco Montoro, da Assembléia Legislativa de SP (ALESP), na Conferência “Tirem as Mãos da Venezuela” que articula a solidariedade à revolução venezuelana.Companheiros da Venezuela, Bolívia, Paraguai e Argentina ajudaram a explicar a real situação da luta de classes na América do Sul e a importância do processo revolucionário em curso na Venezuela para os trabalhadores e povos da região, que sofrem com a exploração imperialista.A luta de classes na Venezuela, os avanços, perigos e contradições da revolução foram avaliadas por Elio Colmenares, ex-ministro da Indústria Ligeira e Comércio, por Ruben Linares, presidente da Federação Nacional dos trabalhadores no transporte de combustíveis e da coordenação da central UNT (União Nacional dos Trabalhadores) e por Nélson Altuve, representando o Conselho de Fábrica da Inveval - fábrica sob controle operário estatizada pelo governo Chávez em 2005 - e a FRETECO (Frente Revolucionária de Trabalhadores de Empresas em Co-gestão e Ocupadas).Já o companheiro Andrés Mamani, falou em nome da FSTMB (Federação Sindical dos Trabalhadores Mineiros da Bolívia) e trouxe a saudação da COB (Central Operária Boliviana) enviada pelo companheiro Pedro Montes, Secretário Executivo. Explicou ainda que os capitalistas e oligarcas da Bolívia tentam dividir a nação (pretensa autonomia dos departamentos) como forma de derrotar o processo revolucionário. Andrés também explicou os mineiros criticam Evo Morales por não se apoiar nos mineiros e na classe trabalhadora organizada para garantir e avançar a mudança social, mas que acaba lançando camponeses contra o movimento operário e que isto debilita o processo revolucionário e tem permitido os avanços da direita.Do Paraguai o companheiro Bernardo Rojas, presidente da CUT-Autêntica (a maior central sindical do país), destacou a importância da vitória eleitoral de
Fernando Lugo à presidência, como fruto da insatisfação popular com os 61 anos de Partido Colorado no poder e expressão da situação revolucionária da América Latina que chegou ao Paraguai. Também chamou à atenção para a necessidade de renegociar o injusto tratado da Hidrelétrica de Itaipu.Já a companheira Júlia, da IMPA (metalúrgica argentina sob controle operário desde 1998), falou sobre a importância do movimento das fábricas recuperadas e da recente e vitoriosa luta que travaram para retomar a fábrica, após um despejo judicial violento.O companheiro Serge Goulart, Coordenador do Movimento das Fábricas Ocupadas, ressaltou que neste dia (31 de maio) fazia um ano que o governo Lula havia pedido e comandado a invasão policial militar das Cipla e Interfibra, fábricas controladas pelos trabalhadores. Sob a falsa alegação de cobrar uma dívida dos antigos patrões Lula e Luis Marinho mancharam para sempre suas mãos e sua história mandando a polícia armada até os dentes contra trabalhadores.Ressaltou Serge Goulart que, entretanto, a coalizão de Lula com os capitalistas fracassou em tentar liquidar a luta extraordinária destes trabalhadores pela estatização das fábricas.
Eles tomaram militarmente as fábricas expulsando os trabalhadores, mas ao invés de matar o movimento eles o tornaram imortal, transformando-o numa bandeira vermelha que eles não poderão nunca apagar da história.A Conferência recebeu a participação e integração na campanha do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e da Casa das Américas além de outras organizações, núcleos do PT, e associações ligadas à luta de solidariedade revolucionária internacional.Na hora do almoço, jovens organizados na JR (Juventude Revolução) se reuniram no plenário para encaminhar a organização de um acampamento nacional de jovens pela revolução em Julho que, dentre outras questões, tratará da Revolução na América Latina e da agressão/invasão do imperialismo na Amazônia.Um momento importante foi a discussão sobre o financiamento da própria conferência. A partir de um apelo dos organizadores os presentes contribuíram com diversos valores. O total arrecadado terminou de cobrir todas as despesas da Conferência. Foi uma verdadeira demonstração de independência financeira, base da independência política dos socialistas revolucionários.Encaminhamentos da campanha TMVDurante a tarde, uma mesa representando as delegações e organizações nacionais presentes levantou propostas para a continuidade da campanha “Tirem as Mãos da Venezuela”. A palavra também foi aberta ao plenário, o que resultou num rico debate. Destaque para as intervenções de Megan Hise, ativista dos EUA que se colocou contra o imperialismo e a guerra no Iraque e para a camarada Verônica, da Argentina, que falou em nome da Corrente Marxista “El Militante”, seção da CMI (Corrente Marxista Internacional).Entre as propostas está a formação de uma delegação brasileira para ir à Venezuela no período das eleições para prefeito e governador no país e reunir-se com Chávez convidando-o a vir ao Brasil na Conferencia “Tirem as mãos da Venezuela” de 2009. Esta delegação levará seu apoio às candidaturas do PSUV que enfrentarão mais uma pesada campanha dos reacionários venezuelanos dirigidos pelo governo dos Estados Unidos.Outra proposta é de que todos os presentes se dirigissem ao Governo Lula para que ele reveja o acordo de Itaipu de forma que pare de lesar a soberania do povo paraguaio irmão.Para ampliar a campanha decidiu-se, ainda, a realização de conferências estaduais e
locais no segundo semestre de 2008 em todo o país.Uma homenagem foi prestada pela Conferência com intermináveis aplausos saudando a companheira Lili que, com seus 84 anos, participou de toda a Conferência trazendo a todos sua longa tradição de militante comunista e petista de muitas décadas.Encerrada com muitas palavras de ordem todos os presentes eram unânimes em ressaltar o êxito e o extraordinário clima militante e combativo da Conferência.
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A Conferência da Campanha Internacional “Tirem as Mãos da Venezuela” acontece no dia 31 de maio, sábado, no Auditório Franco Montoro da Assembléia Legislativa de SP, a partir das 9h30.
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Taubaté, 13 de maio de 2008
A IQT (Indústrias Químicas de Taubaté) praticamente fechou as portas, pois demitiu ontem os 107 funcionários sem pagar as verbas rescisórias ou sinalizar uma data para quitar os débitos trabalhistas. Cerca de 100 trabalhadores, da produção e do setor administrativo, que estão há dois meses sem receber salários ocuparam a fábrica, hoje às 14h00’, para exigir o pagamento dos salários, o cumprimento dos acordos com o Sindicato dos Químicos, a 2º parcela da PLR do ano passado e a manutenção dos postos de trabalho.
A empresa concedeu duas licenças remuneradas que não foram pagas. A segunda esgotou ontem, quando se esperava o pagamento dos passivos trabalhistas e a volta ao trabalho. No entanto, a empresa anunciou as demissões, mas não falou nada sobre os pagamentos devidos e verbas rescisórias.
A IQT tem um histórico de descumprimento de direitos trabalhistas que vão desde a falta de EPI (Equipamentos de proteção individual) ao não pagamento de salários e demissão de sindicalistas. Este ano, já houve vários atrasos nos pagamentos. A empresa estava piorando as já precárias condições de trabalho.
O problema da IQT não é a falta de matéria-prima, mão-de-obra qualificada ou mercado para os seus produtos. O que acontece é uma briga de sócios. Um deles desfalcou a empresa. A situação foi parar na Justiça e agora virou briga de liminares.
Os trabalhadores não podem sofrer as conseqüências do desastre administrativo, do desvio de recursos e briga de liminares. Os trabalhadores pagam proporcionalmente mais impostos e tarifas que as empresas. Ao contrário, a IQT não pagava as contas de energia elétrica e teve que recorrer a liminar para voltar ao fornecimento do serviço. Exigimos que a prefeitura e as autoridades do Estado tomem providências imediatas para evitar o fechamento da empresa e a perda dos postos de trabalho.
Os trabalhadores, lesados pela empresa, recorreram à ocupação pacífica das instalações da empresa IQT como último recurso para tentar evitar o fechamento da planta e retirada do maquinário e garantir o pagamento imediato dos salários, direitos, e a manutenção dos postos de trabalho. Solicitamos a todas as entidades democráticas moção de apoio aos trabalhadores da IQT e a suas justas reivindicações.
Sindicato dos Químicos de São José dos Campos e Região
Fax e e-mail, enviar para:
12-3921-8177
quimisjc.jur@uol.com.br
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Reprimiram aos trabalhadores de IMPA e a colegas da ANTA-CTA, que acompanham a luta
No dia da data, 17 de abril de 2008, sucederam-se feitos de repressão policial contra os trabalhadores da empresa recuperada IMPA e contra todos os colegas da Associação Nacional de Trabalhadores Autogestionados-CTA, que acompanham a luta pela manutenção da fonte de trabalho mantida de forma autogestionada por parte dos trabalhadores de dita fábrica.
Para centextualizar cabe esclarecer que a empresa autogestionada IMPA tem estado em concordata de credores desde 1997 e pagou o 90% da dívida. Ainda que tendo chegado a um princípio de acordo, faz menos de uma semana, com duas de seus credores, o juiz que entende na causa resolveu pelo despejo de IMPA sem mediar nenhum tipo de negociação prévia e desconhecendo por completo as tratativas e acordos obtidos com ditos credores já citados.
Assim é que ordenou o despejo pela força da fábrica, o qual se concretizou na terça-feira 15 de abril de 2008, às 22 hs. É assim que no dia de ontem, 16 de abril de 2008, se juntou um nutrido grupo de trabalhadores autogestionados em apoio da fonte de traalho dos colegas de IMPA, e pela continuidade trabalhista dos mesmos na empresa que souberam recuperar e pôr novamente em funcionamento faz anos atrás.
E neste dia, e para não sair de seu costume, a Polícia Federal reprimiu ferozmente a todos os colegas que mantinham a vigília na porta da fábrica. Sem mediar nenhuma provocação por parte dos colegas, senão simplesmente a pressão provocada pela presença no lugar e por manter viva consigna-a de que “IMPA é dos trabalhadores”, é que a polícia começou sua provocação e repressão mediante os chorros de sua carroça hidrante ao que continuou com os disparos de balas de borracha e gases lacrimógenos sem lhes importar para nada que dessa maneira podiam ferir gravemente, dado o estreito das ruas da zona, não somente aos colegas que estavam ali senão que também aos vizinhos que conhecem e apoiam aos trabalhadores de IMPA.
O resultado da feroz repressão é que detiveram a 35 colegas, dos quais 20 são de IMPA e 15 de cooperativas pertencentes a ANTA ( Associação Nacional de Trabalhadores Autogestionados).
Por tudo isto solicitamos a todas as organizações, que estejam na senda da luta dos trabalhadores e pela reivindicação e defesa de seus postos de trabalho e por seus direitos, que difundam o sucedido da maneira o mais amplamente possível e também estar atentos a que SE TOCAM A UM NOS TOCAM A TODOS.
Muito obrigado por sua atenção e abraços para todos.
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Os colegas de Motomel (San Nicolás) estão desempregados desde a quinta-feira da semana passada. Sobre uma fábrica aproximada de 500 trabalhadores, somente está funcionando com 10%.
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Natalia Szermeta
Coordenadora Estadual do MTST
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A Ceralit fica em Campinas (SP) e produz ceras e óleos usados como matéria-prima em vários ramos industriais. Há cerca de 200 trabalhadores atualmente e já há alguns anos o patrão não paga corretamente os salários e direitos. O maquinário é antigo e o risco de acidentes é permanente. Porém, há também um setor novo na fábrica para a produção de biodiesel, que está subutilizado.Os trabalhadores da Flaskô sempre apoiaram os companheiros da Ceralit e alguns já visitaram a fábrica ocupada para ver como se aplica a gestão operária. Em maio de 2007, diante da incompetência patronal, os próprios trabalhadores conseguiram fechar acordos de fornecimento de matéria-prima e venda de produtos, mas, conforme explica o Sindicato dos Químicos:“No dia 22 de dezembro último venceu o contrato com o fornecedor principal. Sem a matéria prima a produção parou, ficou impossível garantir os salários e houve o corte dos serviços prestados pelas concessionárias de água, luz e telefone. Este fornecedor garantia a entrega da matéria prima, pois estava interessado em comprar a Ceralit.No entanto, no dia 22, ele comunicou aos trabalhadores que a dívida de R$ 160 milhões supera o patrimônio da empresa, o que o levou a se desinteressar pela compra.Trabalhadores querem fazer a Ceralit funcionarCom a ocupação da fábrica, além de impedir uma tentativa patronal de retirar as máquinas e equipamentos, os trabalhadores pretendem fazer com que ela volte a produzir. Para isso, nos próximos dias manterão contatos com fornecedores de matéria prima e com empresas que consomem o que a Ceralit produz”.Toda força aos companheiros na defesa dos empregos, direitos e do parque fabril! Pela retomada da produção sob controle operário!Para ver a matéria no site do Sind Quim, acesse:
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Desde 12 de junho de 2003,
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Entrem em contato e adquira o Novo Documentário dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Flaskô, por R$ 15,00. Conheça e contribua para nossa luta, que não é fácil. O Documentário é uma produção dos próprios trabalhadores e editado por um grande apoiador da nossa luta: João Santolaia - trabalhador numa fábrica química em Valinhos. Militande da classe operária, guerreiro de chão de fábrica. Inclusive agradecemos publicamente o apoio deste camarada na edição de nosso vídeo.
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O Prefeito de Rio Claro (SP), Nevoeiro Júnior, do Partido Democrata (Demo) e seus aliados na Câmara de Vereadores resolveram entrar na briga contra os metalúrgicos de lá. Na última eleição para o Sindicato, os patrões apoiaram a formação de uma chapa que queria dividir a base de representação da entidade! O Sindicato de Limeira abrange outras cidades da região, mas os pelegos querem fundar um Sindicato em Rio Claro.Mesmo perdendo as eleições, a campanha de divisão continua. "Precisamos de uma representação maior dos nossos trabalhadores para evitar de se ver um filme que os rio-clarenses já conhecem do passado. O fechamento da Gurgel Motores e da Metalúrgica Alfa ainda estão na memória de todos. Tenho certeza da maturidade dos trabalhadores da nossa cidade, que abominam a postura autofágica sindical", disse o prefeito.Já o vereador Sérgio Carnevale (Demo) afirmou: “Do jeito que as coisas estão, em pouco tempo também vamos amargar a perda da Torque. Acredito que esta empresa vai se transferir para outra cidade, se as pressões dos sindicalistas limeirenses prosseguirem”.Categoria permanece unida!Porém, em assembléia com cerca de mil trabalhadores em dezembro último, os metalúrgicos rejeitaram a proposta e se mantêm unidos na região, como sempre foram, desde 1959! E o discurso dos políticos rio-clarenses não cola, afinal, a culpa pelo fechamento ou transferência de empresas não são dos operários e de suas organizações e sim da política desenfreada de lucro fácil promovida pelos patrões, que nem se importam com os direitos dos trabalhadores, com a produção ou em pagar os impostos para a cidade.Veja também a notícia no site do Sindicato de Limeira:
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Desde 12 de junho de 2003,
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Foi muito importante nossa participação no Ato Público organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), por associações de moradores de seis bairros da periferia de Campinas, pelo Sindicato dos Metalúrgicos e também por parlamentares. Mostrou para a CPFL que não estamos nem um pouco sozinhos, pelo contrário existem organizações populares que vestem realmente a camisa da luta da Flaskô e que vão ajudar no que for preciso para a fábrica continuar aberta e sobre o controle democrático dos trabalhadores.
O Ato foi organizado por que existe uma lei que permite que todos que consomem menos do R$ 120,00 ou 220 kw de energia têm o direito a um desconto de até 65% na conta do mês, e as companhias se negam a cumprir a lei e ainda enganam os consumidores que procuram os seus direitos. Chegam a inventar que para ter o benefício é preciso estar cadastrado em programas sociais do governo, como o Bolsa Família, o que é pura mentira. O certo é ser automático: o consumidor que usa menos que R$ 120,00 por mês deveria ter direito ao desconto.
Sabemos que somente com a luta organizada podemos conquistar nossas reivindicações, tivemos um exemplo vivo neste Ato, a CPFL foi procurada por várias vezes pela população dos bairros de Campinas e foi exigido o cumprimento da lei da Tarifa Social e foi negado. Depois da manifestação eles ficaram de atender, mas somente as pessoas que fizerem uma autodeclaração, preenchendo uma folha com seus dados pedindo o desconto. Como as pessoas vão ficar sabendo que têm direitos a isso? Foi colocada na mesa de negociação uma proposta para CPFL divulgar nas contas de energia o direito à Tarifa Social, mas eles disseram que ainda vão analisar essa proposta, ou seja, é muito provável que eles não façam essa divulgação, pois a companhia só pensa em ganhar mais e mais dinheiro e não vão mostrar para os consumidores que eles têm direito ao desconto.
Mas vamos informar e fazer campanha sobre a Tarifa Social para que todos nossos companheiros e companheiras tenham acesso, pois somente com a solidariedade entre a classe trabalhadora poderemos vencer os “gananciosos” burgueses sanguessugas do sistema capitalista que manobram a lei com muita facilidade. Se não fosse a luta organizada que fizemos, a companhia não iria cumprir a lei!
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Dois dia depois fomos há uma mesa de negociação para pedir um parcelamento das contas da Fábrica...
CPFL vai analisar nosso pedido de parcelar as contas atrasadas em até 36 vezes
Os camaradas Pedro, Chaolim e Fernando, acompanhados pelos advogados Luana e Alexandre e também pelo vereador Paulo Búfalo (PSOL/Campinas) e pela Neusi da Associação de Moradores do Parque Bandeirantes representaram os trabalhadores da Flaskô nesta primeira reunião de renegociação das contas de luz com a CPFL.
Segundo a Dra Luana, “a reunião foi boa, foram feitos alguns cálculos em cima da nossa proposta de pagar 25 mil por mês até conseguirmos quitar a dívida em 3 anos. Agora, eles vão avaliar essa proposta para nos dar uma resposta”.
Fernando disse também que a CPFL reconheceu nosso esforço dos últimos meses, pois desde agosto estamos pagando certinho as contas do mês e mais R$ 20 mil do acordo anterior.
Chaolim também comentou na mesa de negociação que a CPFL vai receber se fechar acordo com os trabalhadores, mas que teria ficado sem receber nada se dependesse do antigo patrão.Agora vamos aguardar a resposta da CPFL, lembrando que isso é fruto da nossa mobilização! Sem ela, a CPFL com certeza iria embaçar nosso fim de ano. Como mostramos força e unidade, as negociações foram positivas. A luta continua!
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Desde 12 de junho de 2003,
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"Durante a manhã de sábado de 15 de dezembro, cerca de 150 apoiadores do Movimento das Fábricas Ocupadas se reuniram em Sumaré/SP e definiram os próximos passos da luta contra a intervenção federal na Cipla e Interfibra e para defender os empregos e o controle operário na Flaskô.
O Encontro foi co-organizado pelo Conselho de Fábrica da Flaskô e a Associação de Moradores do Parque Bandeirantes, que acabam de firmar uma parceria para reativar a antiga área onde funcionava o restaurante da empresa, com atividades comunitárias, culturais, esportivas e de formação política e profissional.
Entre os representantes presentes, estavam Serge Goulart, coordenador das Fábricas Ocupadas e membro da Comissão Operária destituída da Cipla. Ari, do MST de Limeira (que acabam de reocupar uma área de onde haviam sido retirados à força pela polícia). Roque Ferreira, do Sindicato dos Ferroviários de Bauru e da Federação Nacional dos Ferroviários da CUT; José Carlos Miranda do Movimento Negro e Socialista (MNS); Galvão do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD); Carol do DCE da Unicamp; os vereadores Paulo Búfalo e Marcela Moreira (PSOL/Campinas), além de Lúcio, representante do vereador Carlos Signorelli (PT/Campinas) e de um representante do Deputado Estadual Raul Marcelo (PSOL). Também estiveram presentes o vereador Niraldo (PCdoB/Sumaré), Biaia do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios de Campinas, Sérgio Andrade do Sindicato dos Servidores Municipais de Rio Claro e Zé Renato do DCE da PUC-Campinas.
A primeira resolução que foi adotada é a realização de um ato em frente à Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) para o dia 18/12 (terça-feira), para reabrir as negociações sobre as contas de luz atrasadas da Flaskô e também em conjunto com a Campanha pela Tarifa Social de Energia Elétrica e pela re-estatização do setor energético.
Outra resolução importante é o lançamento de uma campanha de envio de postais ao presidente Lula e ao ministro Marinho que pede o fim da intervenção na Cipla e Interfibra, as fábricas de volta aos trabalhadores e a estatização sob controle operário. De imediato, 2 mil postais serão enviados de todo o Brasil para encher a árvore de Natal do governo federal com esses cartões!
Por fim, também foram aprovadas moções em apoio à luta do MST em Limeira e à greve dos trabalhadores da Ford na Rússia.
Agradecemos publicamente todos e todas que sempre nos apoiaram, não é à toa que os trabalhadores e trabalhadoras da Fábrica Ocupada Flaskô resistem tanto para que a fábrica continue aberta e produzindo sob o controle democrático dos trabalhadores".
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Desde 12 de junho de 2003,
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" Representantes das organizações dos trabalhadores do campo, do movimento estudantil, parlamentares, trabalhadores desempregados, do movimento negro e trabalhadores do movimento das fábricas ocupadas".
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Desde 12 de junho de 2003,
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"Mais de 100 bravos militantes da classe operária, entre, idosos, crianças, jovens estudantes, parlamentares populares, artistas, intelectuais, trabalhadores do campo e da cidade. Gente que dá exemplo de como combater contra as organizações burguesas".
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Desde 12 de junho de 2003,
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Desde 12 de junho de 2003,
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Al Encuentro de FLASKO
Aos camaradas e trabalhadores da Flaskô.
Saudaçoes Revolucionarias.
Irmaos, trabalhadores da Flaskô...
Desde Venezuela temos acompanhado permanentemente todas vossas heróicas lutas...
Sabemos que a unidade da classe operária é o ponto chave para acabar com a exploraçao capitalista, sabemos que um pequeno numero de fabricas ocupadas e sob controle operario nao poderia sobreviver às pressoes e às açoes violentas do capital. Sabíamos que se o governo Lula nao expropriasse as fabricas tomadas nao teríamos possibilidade de sobreviver...Ele é um dos principais responsaveis por vossa atual situaçao.Mas ele fez sua opçao de classe e virou as costas ao seu povo, aos sues irmaos.
Uma fabrica, mesmo que tomada nao é uma ilha, só o socialismo pode liberar a classe operária de toda opressao e garantir o pleno emprego e direitos.
Cada luta, cada trincheira conquistada pela classe operária, se vinculada à luta pelo fim do capitalismo e de seu Estado , mesmos que, sob determinadas condiçoes, nao nos tenham permitido imediatamente avançar em direçao à tomada do poder, frente às traiçoes de seus partidos que dizem falar em da classe, cada uma dessas batalhas e destas trincheiras serao sempre defendidas com unhas e dentes pelos revolucionarios, pois sabemos que, se hoje fomos traidos e nao conseguimos nosso intento, amanha, em diferentes lugares do mundo a classe se colocará em movimento e aprenderá com suas proprias experiencias, identificará os inimigos com muito mais clarificaçao e re-erguerao as tradiçoes da CIPLA, INTERFIBRA, FLASKO em um patamar muito mais avançado.
Talvez voces nao saibam, mas a experiencia da FLASKO, CIPLA; INTERFIBRA; FLAKPET, e todas as outras experiencias de fabricas tomadas no Brasil, muito ensinaram os camaradas de INVEVAL, INAF, GOTCHA, INVEPAL, SIDEROCA, CUMANACOA, Caribe Nautica, Cimento Andino, Sel FEx, Tomatera Caigua, ajudando a superar o estagio das cogestoes e culminando com o reconhecimento de Chávez de que o modelo do controle obrero e da estatizaçao é o passo necessário para todas as fabricas socialistas que estao em gestaçao na revolucionaria Venezuela que enfrenta o duro ataque da burguesia e do imperialismo.
Aqui os trabalhadores de Sanitários Maracay foram derrotados pelos sectarios e pelos burocratas. Mas vivem em FRETECO todas as experiencias das lutas das fabricas tomadas e elas tem tudo que ver com voces, com sua luta, que é nossa luta.
A batalha final será travada na Venezuela, e em muitos outros países, voces estarao na linha de frente dessas batalhas. Classe contra classe, derrotaremos o capital.Os sectarios e traidores será aniquilados com seus amos e senhores.
Juntos com todos nossos irmaos operários de todo o mundo ergueremos os Estados Socialistas, unidos, liquidaremos com toda especie de exploraçao.
Sabemos que para os estomagos famintos de milhoes de trabalhadores palavras nada resolvem, mas também sabemos que as ideais quando se convertem em força material e se expressam por meio de seus partidos e organizaçoes de poder e assaltam as fortalezas antes inespuguinaveis da burguesia, está tremerá e entao seremos capazes de abrir a era da irmandade e felicidade, a era socialista. Aí entao todos rememorarao as lutas de Flasko, da CIPLA, Flakpet e olharao para trás com orgulho e nos sentiremos unidos à Comuna de Paris, à Revolcuçao Russa de 1905, passarao diante de nossos olhos os combatentes bolcheviques de 1917, os heroicos trabalhadores da Alemanha, da China, da Polonia, Hungria, Cuba, e de tantos outros países, e tenham certeza, dentre eles estará escrito: TRABALHADORES DA FLASKO!
Trabalhadores do mundo Univos!
Viva o controle Operário!
Viva a Revoluçao Socialista na Venezuela!
Viva CIPLA! Muitas outras virao! Fora Interventor!
UM VIVA AOS TRABALHADORES DA FLASKO! O CONTROLE OPERARIO VIVE E VIVERÄ NO BRASIL, NA VENEZUELA E EM TODO O MUNDO!
VENCEREMOS!
FRETECO: FRENTE REVOLUCIONARIA DE TRABALHADORES EM EMPRESAS COGESTIONADAS E OCUPADAS.
Trabalhadores de INVEVAL; INAF; GOTCHA; CARIBE NAUTICA; SEL FEX; MDS::
Ocupação de fábrica: 4 anos e meio de resistência na Flaskô!Compareça ao Encontro deste sábado, 15/12, às 9 horas! Venha visitar os trabalhadores que ocuparam uma fábrica do setor químico-plástico e a mantém funcionando há quatro anos e meio!É a luta em defesa dos empregos, pelos salários que sustentam as famílias dos operários, contra a exploração do trabalho e a pilhagem do parque fabril brasileiro!É a luta contra a criminosa intervenção federal na Cipla e Interfibra, que colocou para fora o Conselho de Fábrica eleito pelos trabalhadores em assembléia pela força das armas, com todo o apoio dos patrões. Uma intervenção que o governo Lula não fez nada para impedir e, por isso mesmo, permitiu que ela acontecesse e que até agora também não fez nada para encerrar.Enquanto isso, os trabalhadores dessas empresas são mandados embora, sem nada receber e quem fica tem que agüentar o não-pagamento integral dos salários, o aumento da jornada de 30 horas semanais (conquista dos próprios trabalhadores) para 44 horas, a implantação do banco de horas e a retirada de outros direitos que haviam obtido quando estavam no controle operacional, administrativo e financeiro das empresas.Um Encontro para compreender melhor a história dos trabalhadores da Flaskô, Cipla, Interfibra, Flakpet, Ellen Metal e de milhares de outros companheiros que se ergueram em direção ao controle operário e ao socialismo. Enfim, para entender as dificuldades atuais e debater os próximos passos desse heróico e exemplar movimento que tem mexido com a classe trabalhadora brasileira e conquistado amplitude internacional.Encontro na Flaskô é neste sábado, dia 15/12!Início às 9 horas!Rua 26, número 300. Parque Bandeirantes, Sumaré/SP(Km 107 da Rodovia Anhanguera, sentido SP – Interior)Rafael Prata(19) 9723-4695
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