A Ceralit fica em Campinas (SP) e produz ceras e óleos usados como matéria-prima em vários ramos industriais. Há cerca de 200 trabalhadores atualmente e já há alguns anos o patrão não paga corretamente os salários e direitos. O maquinário é antigo e o risco de acidentes é permanente. Porém, há também um setor novo na fábrica para a produção de biodiesel, que está subutilizado.Os trabalhadores da Flaskô sempre apoiaram os companheiros da Ceralit e alguns já visitaram a fábrica ocupada para ver como se aplica a gestão operária. Em maio de 2007, diante da incompetência patronal, os próprios trabalhadores conseguiram fechar acordos de fornecimento de matéria-prima e venda de produtos, mas, conforme explica o Sindicato dos Químicos:“No dia 22 de dezembro último venceu o contrato com o fornecedor principal. Sem a matéria prima a produção parou, ficou impossível garantir os salários e houve o corte dos serviços prestados pelas concessionárias de água, luz e telefone. Este fornecedor garantia a entrega da matéria prima, pois estava interessado em comprar a Ceralit.No entanto, no dia 22, ele comunicou aos trabalhadores que a dívida de R$ 160 milhões supera o patrimônio da empresa, o que o levou a se desinteressar pela compra.Trabalhadores querem fazer a Ceralit funcionarCom a ocupação da fábrica, além de impedir uma tentativa patronal de retirar as máquinas e equipamentos, os trabalhadores pretendem fazer com que ela volte a produzir. Para isso, nos próximos dias manterão contatos com fornecedores de matéria prima e com empresas que consomem o que a Ceralit produz”.Toda força aos companheiros na defesa dos empregos, direitos e do parque fabril! Pela retomada da produção sob controle operário!Para ver a matéria no site do Sind Quim, acesse: http://www.quimicosunificados.com.br/noticia_interna.php?id=562&id_secao=2
Encaminhamentos preparando novo Encontro de Fábricas Recuperadas em Caracas na Venezuela
"Camaradas da Flaskô e apoiadores entregam no consulado da Venezuela de São Paulo carta assinada por trabalhadores de toda América Latina firmando a necessidade de um segundo Encontro Latino Americano de Fábricas Ocupadas e Recuperadas por Trabalhadores. Conforme decisão do Movimento Internacional das Fábricas e coordenado pelos próprios trabalhadores venezuelanos, vamos realizar um novo Encontro no ínicio de 2009 em Caracas na Venezuela, estamos exigindo que o governo venezuelano ajude a viabilizar". Veja abaixo a foto da entrega no consulado de São Paulo
TODO APOIO AO POVO BOLIVIANO
Trabalhadores da Flaskô estiveram presentes em dois Atos em solidariedade a revolução na Bolívia, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Lembrando que os exemplares Trabalhadores Mineiros da Bolívia e nós da Flaskô somos da mesma família, na luta pelo controle operário, total solidariedade a eles, somos do mesmo "Movimento". Veja duas fotos abaixo - saiba mais sobre nossa posição no site: www.marxismo.org.br
Consulado da Bolívia em São Paulo
Consulado da Bolívia no Rio de Janeiro
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Apoio nacional e internacional as fábricas ocupadas - Brasil
70 trabalhadores da Flaskô ocupamos a fábrica com apoio da comunidade, do Sindicato da categoria, Químicos Unificados de Campinas e Região e dos companheiros das fábricas Cipla e Interfibra (Joinville, SC) que fazem parte do mesmo grupo empresarial HB e e passaram pela mesma situação de ataques pelos patrões e por isso depois de muita luta ocuparam as fábricas e retomaram a produçaõ sob o controle dos operários. Somente a luta política pela estatização e a ocupação garantiram os postos de trabalho na Flaskô, atualmente são 94 empregos com carteira assinada. Nesta trajetória, os trabalhadores conquistaram vários elos de luta social. Assim como as demais fábricas ocupadas, a Flaskô só funciona sob muita luta e mobilização política. As enormes dívidas deixadas pelos antigos patrões ainda são um fantasma e acarretam processos judiciais e inúmeros problemas. As dívidas são em torno de 110 milhões, sendo 70% de impostos com o poder público.